entretenimento
Fotomontagem com imagens de divulgação do filme X-men Origins Wolverine

Fotomontagem com imagens de divulgação do filme

Já falei várias vezes que sou fã de quadrinhos e, mais ainda, dos X-men. Na faculdade eu voltava para casa sem me enrolar no caminho só para poder ver o desenho que passava na Globo… kkkk. Coisa de criança, podem pensar alguns. Ledo engano. Estes desenhos e suas versões para o cinema são para adultos e, na minha opinião, só podem ser liberados para adolescentes.

Com X-men Origins: Wolverine não foi diferente. Constatei que o ator Hugh Jackman tem toda razão ao contar que não permite que os próprios filhos vejam seus filmes porque ainda são pequenos – como podem ver nas fotos abaixo que eu achei no site do G1 e achei uma simpatia! Quando li esta afirmação dele numa entrevista (creio que para uma revista) eu achei exagerado, mas não é. E por conta deste alerta não deixei os meninos verem o filme que desvenda este personagem que reune fúria animalesca e coragem descomunal – embora aqui em casa já tenhamos visto na TV os outros X-men sem problemas.

Hugh Jackman e os filhos Ava e Oscar num parque de diversões
Hugh Jackman e os filhos Ava e Oscar num parque de diversões

O filme é um clássico de ação e, como li outro dia no Twitter, tem momentos que lembram Mortal Kombat, tamanha a ênfase na capacidade de luta do herói mutante. Mas ele começa como anti-herói, tentando explicar o comportamento meio sombrio e durão de Logan através de traumas de infância (as poucas cenas com o ator mirim Kodi Smit-McPhee são boas e convincentes) e a presença do mutante em várias guerras famosas: Secessão, Primeira e Segunda Guerras Mundiais, Vietnã. Depois o drama interior de Logan prevalece, como os aficcionados da série entendem e esperam, mas os não-fãs (como meu marido) não entendem e se chateiam.

Neste ponto e na situação de escolha (claro que ele tem tem que escolher e é forçado a ir para o lado negro da força, mas não esmorece, como todos sabemos) lembra muito o Spiderman 3. E a bela história de amor com a indígena canadense da qual eu lembrava ainda dos desenhos de TV fica meio empobrecida e perde a graça – embora tenha muito mais sentido – nesta versão.

É também privilégio dos fãs entender a importância de Gambitt neste início da vida de Wolverine – eles têm grandes diferenças depois – mas, por outro lado, o roteiro tem um especial interesse em explicar o antagonismo e a importância de Victor Creed, mais conhecido como Dentes-de-Sabre, na história de Logan. O personagem é vivido por Liev Schreiber, numa atuação boa, que eu aprecio desde Raymond Shaw em The Manchurian Candidate.

Meu conselho? Se você gostar de filmes de ação ou de quadrinhos, vá ao cinema e não perca o espetáculo. Se não for sua praia, escolha outro filme em cartaz porque vai se chatear. 😉 (E que fique bem claro que eu gostei e que Hugh Jackman está lindo no filme!)

P.S. Wolverine é um herói de histórias em quadrinhos da Marvel Comics e surgiu em 1974 no HQ Incredible Hulk 180. Criação de Len Wein com desenho de Herb Trimpe, foi desenvolvido pelo diretor de arte John Romita. Com o Justiceiro, Demolidor, Hulk, Superman, Batman, Tocha Humana, Homem-Aranha, Homem de Ferro e o Capitão América, Wolverine está entre os personagens de histórias em quadrinhos mais famosos e populares da atualidade. 😉

Curiosidade: o nome é de um animal natural do Canadá, um pequeno mamifero com 40cm e fortes garras que ficam escondidas. Quando acuado o gambá-urso ou wolverine (também conhecido como carcaju) exibe as garras e ataca até animais muito maiores e mais fortes que ele. Conta uma lenda indigena canadense que o gambá-urso é imortal e trata-se do namorado da lua que desceu à terra para fazer um agrado à amada e não pode mais voltar ao céu.

Você pode gostar também de ler:
Neste mês a Gibiteca Henfil, uma das pioneiras e mais famosas do Brasil, completa 20
Na segunda, na minha "passadinha" pela loja da Editora Abril, comprei dois exemplares da Coleção
Ver animações brasileiras em destaque no cinema, na TV e em festivais é uma das
O post de literatura (que estou fazendo aqui todo sábado à tarde, num esquenta da
Na semana passada eu comentei algumas coisas que me animaram na programação da Flipinha 2010.
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas