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O work exchange, também conhecido como intercâmbio de trabalho, é uma modalidade de turismo em que a pessoa troca algum tipo de serviço por hospedagem, uma ótima alternativa para quem quer viajar e conhecer uma nova cultura economizando.

Eu sou mesmo uma entusiasta do intercâmbio (até pago, mas se puder ser uma troca, como no tradicional modelo do Rotary Club, melhor né?) e sempre que posso divulgo oportunidades, novidades e ideias nesta linha.

Já disse em palestra que considero “O passaporte tão importante quanto o diploma” porque viajar coloca em teste nossas certezas e abre a cabeça para outros jeitos de viver e de fazer a coisas.

O outro motivo é que aprendemos que precisamos de pouco, afinal, para viajar, levamos pouco, trazemos pouco – na bagagem, pois coração e mentes se enchem infinitamente, né?

Por isso, conhecer a Worldpackers, plataforma que conecta anfitriões a viajantes interessados em trocar habilidades por acomodação, me deixou bem curiosa. Ainda não viajei com eles, tampouco conheci viajantes (e eu gosto de conhecer, conferir, coisa de jornalista!), mas me animei com o conceito.

Gostei porque a plataforma liga mais de um milhão de viajantes cadastrados a cerca de quatro mil anfitriões de hostels, hotéis, pousadas, ONGs e casas de famílias em mais de 170 países, dos quais trocam acomodações por demandas no local, como produção de conteúdos de marketing, cuidados com crianças, serviços de voluntariado, cuidados com animais, recepção de hóspedes, cozinha, organização de festas e eventos, ensino de idiomas, entre várias outras habilidades.

E eles nos dão motivos para viver uma experiência work exchange, veja se você concorda:

Aprender e aperfeiçoar um idioma
Existem diversas formas de aprender outras línguas, mas nada se compara com a prática no dia a dia. A necessidade vai te obrigar a se comunicar em inglês, espanhol, ou qualquer outro idioma e em pouco tempo você percebe a evolução.
Segundo dados da Worldpackers, 49% das pessoas que buscam intercâmbio têm como principal motivador aprender ou adquirir fluência na língua inglesa. O levantamento, realizado com base nos mais de 1 milhão de usuários registrados, identificou também que o espanhol é a segunda língua mais procurada, com 20% dos viajantes.

Economia
Você pode viajar por muito mais tempo se realizar o work exchange, já que você economiza com acomodação, que é uma das maiores despesas de quem viaja. Além disso, a maioria dos anfitriões oferecem mais benefícios, como lavanderia gratuita, refeições, passeios na faixa, drinks com desconto e por aí vai.

Aprender novas habilidades
Sempre importante aprender coisas novas, além de deixar o cérebro mais ativo e jovem, é uma ótima forma de descobrir novos hobbies e quem sabe outros talentos.

Fazer a diferença no mundo (nem que se seja um pouco)
Em diversos casos, quando a pessoa opta por uma experiência de work exchange, ela pode atuar em ONGs que apoiam diversas causas e, com isso, realmente influenciar e mudar a vida de pessoas.

Sair da sua bolha
Em uma época de fake news e polarização social, arrumar uma maneira de sair da sua bolha é a melhor forma de ter uma perspectiva diferente do mundo. Viajar e colaborar com causas são ótimas ferramentas para isso. Esse tipo de viagem tira todos da zona de conforto e desenvolve o relacionamento com pessoas bem diferentes, o que só tem a agregar na vida de todos os envolvidos.

 

No começo do texto falei do Rotary Club, porque no meu tempo de Interact Club, a gente podia viajar pelo mundo que sempre teria uma familia rotariana pronta para ceder um sofá e um chuveiro para jovens do grupo.

Mas pode ser também através da sua igreja, o que faz o voluntariado ser bem especial, né?

Todas as viagens são únicas e esta não poderia ser diferente, porém o que esta tem de especial seja justamente… não ter nada de excepcional. É a primeira vez em que repito um destino: estarei de volta à Palestina. Não é um novo desafio, mas a continuidade de um trabalho que começou no ano passado. Um sonho de tantos anos começa a tornar-se real: o de fazer com que os voluntariados se tornem mais do que uma atividade de férias, mas sim a minha rotina. Não estou mais viajando por conta própria: Gemma, a australiana mais do que conhecida por quem já leu o Africanamente, estará pela terceira vez ao meu lado em um voluntariado, assim como o Bruno, jornalista mineiro que vive em Brasília e se juntou à causa. Venho para divulgar meu primeiro livro e para reunir material para o próximo; venho como @tripvoluntaria, mas também representando a @Worldpackers. Agora, relatar minhas experiências deixou de ser um hobbie e transformou-se em compromisso com aqueles que também querem participar dessa experiência. Cada vez menos pessoas ficam surpresas ou chocadas por conta dos meus destinos de viagem nas férias. A cada ano, é menos gente perguntando "você é louco?" ou "vai fazer o quê lá?". Sinal de que meu trabalho está dando resultado.

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Há pouco li um livro muito inspirador chamado “Por Todo o Mundo – A História de Loren Cunningham“. 

Ainda jovem ele sonhou com “ondas de jovens invadindo os continentes” e este desejo de seu coração se tornou realidade na organização internacional Jovens Com Uma Missão – JOCUM. Muito além do trabalho missionário e do testemunho de fé impressionantes, o livro me ensinou muito sobre as necessidades reais dos “próximos” e sobre os pequenos feitos que, planejados com cuidado e atenção, podem se fazer grandes mudanças nas comunidades necessitadas do mundo. Juntando isso a uma história que li sobre Maria Montessori, estou com um novo sonho profissional em mente, o de sonhar com a aplicação de políticas públicas para beneficiar famílias. 

P.S. Dica prática para quem quer sonhar em detalhes: em sites como o Expatistan é possível comparar o custo de vida de diferentes cidades, para ter uma ideia do quanto um lugar é mais caro ou barato do que onde você mora. A dica é de Gustavo, do @tripvoluntaria.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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