Where streets have no name

Adoro o nome desta música porque me lembra o Japão. Não sou a única a fazer esta relação insólita de Irlanda e Japão, há um  blog homônimo que deve ter se inspirado naquele país que não tem nomes de ruas mesmo, só números que parecem versículos e indicam o local e a quadra num bairro. Maluco, né? Imagina se perder numa cidade assim? Eu me perdi e precisei gesticular muito no quisque da polícia mostrando meu documento de estrangeira (que tem o endereço da gente) até eles desenharem um mapa e eu conseguir saber como voltar para casa de bicicleta.

“Where the Streets Have No Name”, música do U2, é do álbum de 1987, The Joshua Tree – e na minha época, com o vinil, a gente pensaria faixa 3, lado A… hahaha! Bono diz que a letra foi inspirada na Belfast da época, onde era possível identificar a religião que a pessoa professava pela rua onde ela morava e mais ainda pela parte da rua. Imaginem isso num país que viveu um clima bélico (com domingos sangrentos) nos confrontos entre católicos e protestantes e que presenteou o mundo com uma banda que se tornou famosa também por suas músicas pacifistas, sobretudo no que concerne à integração de pessoas de diferentes credos – como se nota nos seus shows cheios de símbolos que se integram.

the Joshua tree inside.Estou postando aqui como mea culpa: nunca fui fã do U2, só quando parei para ouvir as letras e depois as entrevistas deles consegui ver além da minha mania de não gostar muito do que é popular! hahaha Perdi um tempão, né?

P.S. Numa entrevista de 1987, Bono teria dito: (sorry, vai em inglês pois não sou tradutora)

“Where the Streets Have No Name is more like the U2 of old than any of the other songs on the LP, because it’s a sketch – I was just trying to sketch a location, maybe a spiritual location, maybe a romantic location. I was trying to sketch a feeling. I often feel very claustrophobic in a city, a feeling of wanting to break out of that city and a feeling of wanting to go somewhere where the values of the city and the values of our society don’t hold you down. An interesting story that someone told me once is that in Belfast, by what street someone lives on you can tell not only their religion but tell how much money they’re making – literally by which side of the road they live on, because the further up the hill the more expensive the houses become. You can almost tell what the people are earning by the name of the street they live on and what side of that street they live on. That said something to me, and so I started writing about a place where the streets have no name.

Where streets have no name

I want to run
I want to hide
I want to tear down the walls
That hold me inside
I want to reach out
And touch the flame
Where the streets have no name

I want to feel, sunlight on my face
See that dust cloud disappear without a trace
I want to take shelter from the poison rain
Where the streets have no name

Where the streets have no name
Where the streets have no name
Were still building
Then burning down love, burning down love
And when I go there
I go there with you…
(its all I can do)

The cities a flood
And our love turns to rust
Were beaten and blown by the wind
Trampled into dust
Ill show you a place
High on ta desert plain
Where the streets have no name

Where the streets have no name
Where the streets have no name
Still building
Then burning down love
Burning down love
And when I go there
I go there with you
(its all I can do)

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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