When you come undone #aos39

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Neste domingo, 05/02, completo 39 anos, o último ano antes de entrar nos “enta”, fase da qual, como brinca meu marido, só sai quem chega aos três dígitos.

(é para rir, não chorar, tá?)

Viajamos para “comemorar” o final de semana festivo em família e no carro eu ouvia uma música que escuto desde criança e adquiriu um sentido especial para mim depois do SWU: Come Undone (Duran, Duran). Ela me lembra um amigo querido que “viu” o show comigo pelo Twitter e faleceu poucos dias depois e sempre me faz pensar no que ele faria se estivesse aqui e, acima de tudo, em tudo que (felizmente e com a graça de Deus) eu posso fazer.

Mas hoje me peguei cantarolando e pensando no “undone” e no quanto nesta fase balzaquiana eu me “desfiz”. Me despi de muito do que não era tão eu mesma, me revi em vários conceitos e valores, me percebi com mais clareza em meus defeitos imutáveis, me corrigi em coisas que eu conseguia mudar, me revi como pessoa. Creio que hoje eu estou mais perto de ter o brilho da menina que fui aos 9, da adolescente idealista que fui aos 19, da mãe embevecida que fui aos 29. Não sei me “taggear” aos 39 ainda, mas percebo que este “desmoronar” que vivi na fase balzaquiana me levou mais para perto de mim mesma. E, neste caminho, me aproximou de quem me ama e me aceita.

🙂

E, antes que eu me emocione demais com as lembranças, me despeço e conto para vocês, meus queridos amigos que me lêem e me fazem companhia todo dia aqui, que eu vislumbro uma entrada “nos enta” (que será só em 2013, mas já estou me preparando!) que me fará mais capaz de aceitar e amar pessoas, lugares e situações como são, sem tanta sede de mudança, mas ainda com vontade de sempre dar uma mão onde eu for chamada (até para mudar as coisas, né?).

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#aos9 encontrou uma pétala de rosa em formato de coração. Quem não adora este doce olhar infantil?
E o café da manhã de aniversário teve um toque romântico <3 20120205-093418.jpg

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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