WeFollow

Escrevi Coisas de Twitter no começo do ano contando meus hábitos como usuária do microblog. De lá para cá, quanta novidade apareceu nos meus navegadores! Ontem ingressei no WeFollow, um espaço para aproveitar as hashtags (as palavras que, antecedidas de #, criam filtros temáticos no twitter) para encontrar pessoas com afinidades. Escolhi três hashtags: #socialmedia, #women e #brazil. Em seguida twittei a dica e @djmisscloud me contou que eu estava entre os 10 primeiros nomes que aparecem em #brazil – vantagens de ser early adopter, né?

Ocasionalmente, ontem o G1 comentava que os veteranos de redes sociais já reclamam da popularização destes espaços e que o fenônemo já visto no Orkut começa a se repetir no Twitter. Lembro que quando o Twitter se tornou popular no meio geek brasileiro (há cerca de um ano) um dos argumentos dos usuários era que ele lembrava o MirC. Como mudei de um Brasil sem internet comercial para um Japão com internet popularizada no final da década de 1990, não vivi MirC e sempre achei que a maior qualidade das redes sociais é nos aproximar de pessoas com quem não conviveríamos de outra forma.

Há pouco no Ciclo Comunicar Educação Caio Túlio Costa disse algo sobre as redes sociais serem uma benção e merecem ser muito bem aproveitadas, reforçando que precisamos usar nosso potencial para trazer as pessoas às redes. Adorei, pois eu entendo este fenômeno da mesma forma. Ao invés de um Bolsa Cultura, sou adepta da democratização do acesso à informação com a permeabilização dos contatos. Em meu blog, onde indico programas culturais acessíveis e de qualidade para curtir em família todo final de semana, faço parte deste trabalho. Como eu, muitas pessoas atuantes em redes sociais fazem o mesmo com causas nas quais acreditam e através destas redes se encontram e se unem, através das afinidades, com possíveis colaboradores, colegas, sócios.

Apesar de me rir lendo o post Maldito Twitter, um vaticínio/prognóstico do que acontecerá no microblog quando ele se tornar popular, não me desespero. Sei que posso acabar com aquele discurso de gente antiga (de avó que repete à exaustão que “no meu tempo era melhor”), mas prefiro ver esta popularização como algo positivo, que inclusive abrirá novos nichos profissionais. Marcelo Tas, que assumiu publicamente o trabalho para Telefônica no twitter, não é a primeira ou única celebridade a trabalhar assim. Tampouco será a última, graças a Deus.

Revistas como a Época e IstoÉ e portais como o G1 estão se esforçando sobremaneira para que isso aconteça. E eles tem bons motivos. Números do Ibope Nielsen Online dão conta de que na internet residencial brasileira o Twitter passou de 225 mil visitantes únicos em janeiro de 2009 para 344 mil em fevereiro – crescimento de 52,8% em um mês. Num comparativo, no começo do ano o Orkut teve 17,5 milhões de internautas domésticos (mais de 70% dos usuários residenciais ativos no país), MySpace chegou a 1 milhão e Facebook teve 900 mil.

A grande vantagem destas redes está no título deste post. Nós seguimos quem quisermos. Elas são democraticas e, se tem spitter (spam via twitter), o conteúdo publicado ou viralizado por determinada figura não te agrada, é só “unfollow” (deixar de seguir) ou bloquear (em casos extremos excluir) da sua lista de amigos. Simples e justo, não? Aliás, como a vida devia sempre ser. 😉

[Se você se interessa pelo microblog, aqui tem vários posts sobre o tema]

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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