We First: Um capitalismo mais criativo #socialgoodbr

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É hoje, finalmente, o dia em que começaremos nossa imersão no universo das tecnologias de conectividade usadas para encontrar soluções colaborativas para resolver problemas sociais. A convite de Fernanda Bornhausen Sá, idealizadora do movimento no Brasil, estarei em Florianópolis, capital de Santa Catarina (estado pelo qual tenho grande carinho pois foi onde nasceu e cresceu meu esposo), participando do Seminário Social Good Brasil de hoje, 06/11, a quinta-feira, 08/11, literalmente envolvida em todas as novas ideias que inovadores internacionais e nacionais pensam e implementam para usarmos as redes sociais para reunir pessoas em torno da ideia de crescer e evoluir de forma boa, positiva e colaborativa.

Para mostrar que não se trata de caridade ou de estagnação o evento tem uma abertura que traz um dos grandes nomes de inovação na área de branding e novas mídias, Simon Mainwaring, criador do conceito We First como um novo modelo de capitalismo, mais voltado à conscientização de empresas e consumidores sobre a importância da responsabilidade social corporativa e de todos pensarem em todos, e não somente no lucro próprio.

Ele escreveu um livro também chamado “We First”, que em resumo diz:

“A ideia de reformular o conceito do capitalismo atual começou após Simon ouvir um discurso de Bill Gates no Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro de 2008. Na ocasião, Gates, o homem mais rico de mundo e também o mais filantropo, fez um apelo que as empresas se envolvessem mais na solução dos problemas sociais por meio do “capitalismo criativo”. Esse termo, conta Simon, ficou em sua cabeça, e ele começou a pensar em como usar seus conhecimentos na área das mídias sociais e marcas para fazer a diferença.”

Um grande aliado para a revolução apareceu: as novas mídias. Por meio delas, pessoas de todo o mundo estão conectadas como nunca, discutindo e compartilhando suas opiniões sobre os mais diversos assuntos – inclusive sobre os produtos e serviços que utilizam. Além desse grande poder nas mãos dos consumidores, Simon também nos lembra que as empresas também podem utilizar as mídias sociais para melhorar o relacionamento com seus clientes. E se uma empresa aposta na responsabilidade social e utiliza as mídias para disseminar suas ações, as chances dos consumidores a apoiarem e se tornarem fiéis aos seus produtos ou serviços aumentam – o que cria uma forma de relacionamento que favorece a todos os envolvidos, como Bill Gates esperava.

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Pensando em como utilizar as mídias para promover essa mudança, Simon resolveu criar sua proposta do We First baseada em três fatores:

1) Consumidores querem um mundo melhor, não apenas melhores aparelhos. Ou seja, a cada dia que passa, mais consumidores se preocupam com as questões sociais, e dão preferência às marcas que mostram estar engajadas também.

2) O futuro do lucro é o propósito. Os consumidores acreditam que as empresas devem colocar igual peso aos interesses da sociedade e aos resultados de seus negócios.

3) Consumidores e empresas precisam estabelecer parcerias na construção de um mundo melhor, formando um terceiro pilar de mudança social para apoiar governos e a filantropia. Ou seja, é hora do setor privado tornar-se um terceiro pilar de mudança, apoiando a luta contra as crises humanitárias mais sérias.

A ideia é ótima, mas não tão simples assim de colocar em prática. Simon também propõe várias mudanças de mentalidade que precisamos que aconteçam para estarmos preparados para essa nova realidade. Algumas delas são: redefinir os interesses individuais, colocando os benefícios coletivos em primeiro plano, integrar propósito no lucro e expandir a noção de sustentabilidade, tirando-a apenas da área ambiental e colocando-a na área social, moral, econômica e outras. Esses são apenas alguns dos exemplos propostos pelo autor.

Consumo Contribuinte e o Manifesto We First:

Em seu livro, Simon também propõe um outro passo para a transformação do capitalismo em um motor de prosperidade perpétua chamado “consumo contribuinte”, no qual cada transação do consumidor por produtos e serviços incluem um percentual a ser usado como contribuição para construir um mundo melhor. “O consumo contribuinte tem o potencial para transformar cada shopping center, cada loja ou cada pequeno armazém, de monumentos ou locais de consumo baseados no interesse próprio em um motor de mudança social para o benefício de todos”, diz Simon.

Ele estará presente no primeiro dia do Seminário Social Good Brasil, hoje, 06 de novembro, em Florianópolis.

Assista a um vídeo de Simon, sobre o futuro do branding no mundo:

Para ver o resumo do livro na íntegra em português, clique aqui.

Acesse também o site We First.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.