Wall-E

WALL-E

Há meses que meus filhos – que adoram Disney Channel e visitam semanalmente o site – estão atentos ao calendário por conta da estréia de Wall-E, dirigido por Andrew Stanton, o mesmo diretor de Procurando Nemo. Não é novidade, somos aficcionados pela parceria Disney-Pixar e, neste caso, tem algo mais. Meninos adoram robôs e os meus, que tiveram aulas de robótica educacional e são legomaníacos, também têm grande preocupação com  meio ambiente. Infelizmente, com a ida a Curitiba hoje, perdemos a estréia, mas devemos conferir tudo no cinema amanhã mesmo.

Nono longa da Pixar, Wall-E toca num tema importante, como li no blog da minha irmã ontem. Ele faz

um alerta para a quantidade de lixo produzida por uma sociedade extremamente consumista – a função do simpático robô é compactar esses itens descartados e organizá-los em pilhas. Um dos fatores que pode contribuir para o aumento da quantidade de lixo é o consumo de equipamentos eletrônicos, que são substituídos de forma rápida por modelos mais atuais: o iPhone tem de ser 3G, o PC precisa de tela sensível ao toque, o aparelho de DVD deve rodar Blu-Ray, e por aí vai. Para evitar que o agravamento do problema do lixo, os consumidores de eletrônicos devem dar um destino adequado a seus aparelhos obsoletos. Basicamente, quando ainda estão funcionando eles podem ser doados ou vendidos (saiba como fazer). E, no caso de não funcionarem mais, também é possível devolvê-los a alguns fabricantes para que eles façam a reciclagem adequada (saiba quais empresas de tecnologia fazem esse tipo de coleta). (JULIANA CARPANEZ no G1)

Mas o que nos ganhou foi a simpatia do robô no trailler (abaixo, em vídeo do youtube). E sendo Pixar, podemos esperar novidades ao universo da animação. De acordo com o diretor do longa, as vozes dos personagens serão criadas eletronicamente, dispensando o trabalho dos dubladores e pelo menos um terço dos diálogos do filme deve ser composto apenas por bipes. Eu gostei da trilha sonora (amo trilhas) que tem Aquarela do Brasil de Ary Barroso, a música escolhida do trailer. Abaixo postei uma sinopse, mas não leia se preferir o prazer de chegar ao cinema e viver o filme com toda emoção.

[update] Fomos ver o filme na segunda, dia 30/06, e fiquei encantada com o robôzinho. Como filme, sinceramente, achei o mais infantil de todos da Pixar, sem a profundidade e o enredo encantador que Procurando Nemo, Carros e Toy Story tinham. Mas tem o personagem central com a força de um Rémy (Ratatouille) e a incrível animação que a Pixar sabe fazer.

A história tem início no ano de 2700. Na trama, o mundo foi soterrado pelo lixo da humanidade. Sem alternativas, os humanos tiveram a idéia de partir em um cruzeiro galáctico de luxo na estação espacial Axiom e criaram um grupo de robôs para recolher o lixo que os seres humanos espalharam pela Terra. A idéia era de retornar em 5 anos, porém algo aconteceu e eles nunca mais retornaram. Essas máquinas identificadas como Wall•E (Waste Allocation Load Lifters – Earth Class) não suportam as condições precárias em que se encontra o planeta e acabam deixando de funcionar.
Um único exemplar de Wall•E, no entanto, continua funcionando e passa a vagar pelo planeta realizando a tarefa a qual ele foi programado a fazer, e por 700 anos ele trabalha sozinho colecionando inúmeros artefatos humanos que ele encontra durante a limpeza. Entre eles, estão um cubo mágico, um aparelho de VHS e uma fita de Alô, Dolly!
Nesse espaço de tempo, o pequeno Wall•E desenvolveu consciência e personalidade. Seu interesse pela cultura de um povo que ele nunca encontrou só cresceu, assim como seu respeito pela vida, que ele conhece apenas na forma de um eventual broto ou sua companheira, uma baratinha de estimação, Spot. Mas num dia como tantos outros, chega dos céus uma nave. Wall•E recebe a visita de Eve, uma nova espécie de robô, enviada ao planeta para cumprir uma rápida missão. A felicidade do personagem, porém, dura pouco e, quando Eve é chamada de volta à estação espacial Axiom, ele acaba tendo de decidir se continua na Terra ou acompanha sua amada.

Imagens e sinopse via Wikipedia

Zemanta Pixie
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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