Voluntariado: o hobby que nos dá novos focos!

Há alguns dias eu participei de um debate numa faculdade e, defendendo o uso de blogs, Twitter, Facebook e do LinkedIn (rede social profissional), comentei que hoje podemos mostrar quem nós somos com mais facilidade. Aspectos da nossa vida que antes ficavam restritos ao mundo privado ganharam muita força na era do “Broadcast yourself” e agora nossos chefes podem acompanhar nossa opinião sobre a novela das nove e as reclamações que fazemos no trânsito por Twitter e saber por nossas fotos o quanto “aproveitamos” aquela festa na noite anterior.

Mas também se sabe muito sobre nossos outros lados bons. Na conversa com estudantes de Administração eu comentei que um trabalho voluntário, que no Brasil não tem muito valor no currículo, mas no exterior costuma ser um fator de desempate em alguns casos de disputa de vagas, pode e deve constar do perfil que divulgamos.

Sim, eu sei, na sociedade contemporânea as pessoas vivem cada vez mais ocupadas e se pararmos para pensar não há tempo para voluntariado. Mas se a agitação da modernidade nos leva a tantas atividades interessantes (tanto profissionais quanto educacionais), esta vida ocupada não precisa ser empecilho para que possamos nos dedicar a ações solidárias, sendo voluntário em alguma atividade, doando nosso tempo ou nosso conhecimento acumulado.

“Ser voluntário é doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitário sem esperar nada em troca e, com isso melhorar a qualidade de vida da sociedade.”

Aprendi a ser voluntária muito cedo. Aos 8 anos fui convidada para apoiar ações da Cruz Vermelha Internacional na pequena cidade onde morava no interior do Paraná e desde então sempre me envolvo em algum “pro bono”. Mas esta realidade não é comum. Segundo li, o número de brasileiros que exercem alguma atividade voluntária ainda é muito pequeno, cerca de 8% da população total, contra 40% da população americana que faz trabalho voluntário.  Tenho a impressão de que as pessoas não sabem como, onde ou o quanto podem ajudar.

Existem diversas formas e oportunidades de ser um voluntário: doar seu tempo ou conhecimento em questões ambientais, culturais, filosóficas, educacionais e de segurança. Você também pode doar sangue, ler para alguém, coletar livros, brinquedos, alimentos e lixo reciclável, prestar serviço em alguma instituição (infantil, asilo, hospital etc.).

E se você não encontrou ainda motivação, uma dica: no LinkedIn, rede social da qual falei antes, há uma nova seção chamada de “Trabalhos voluntários e causas” que permite que o usuário cite as causas que apoia, como alívio à pobreza, ciência e tecnologia, crianças, educação e meio ambiente, entre outros.

“Milhões de profissionais doam seu tempo em trabalhos voluntários que causam impacto na vida de outras pessoas. Acontece que o voluntariado é tão bom para sua carreira como para as pessoas que você ajuda”.

P.S. Quem é voluntário por razões altruístas vive mais, sabia? Li aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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