As mudanças de escola e turma

Meus filhotes voltaram às aulas no dia 29/01, mas foi na semana que passou que efetivamente eles começaram as atividades. Na volta, com redações de recomeço e muitas histórias de amigos para mostrar e contar, o caçula contou que o melhor amigo da escola antiga está na sua turma.

Lembrei de tudo que passei em 2009. Tirei-os da escola na qual estavam há 4 anos para uma com metodologia diferente e com regras que exigiam muita maturidade. Foi um sufoco, mas passamos por tudo e eles fecharam o ano sem recuperação. Ao ver o amigo Davi fazer a mesma mudança agora, pensei no que a mãe dele vai passar. E pensei no texto que a Cybele escreveu há um tempo, sobre os prós e contras das constantes mudanças de escola.

“São inúmeros os motivos que levam os pais a mudar o filho de escola, porém esta é uma atitude que deve ser muito bem analisada. Ficar cada ano numa escola dificulta que a criança crie laços afetivos, além de criar dificuldades quanto à linha pedagógica a seguir.”

Abri este tópico na comunidade do Eu, Você, Todos pela Educação no orkut uma mãe lá contava que a filha mais nova vai mudar agora da creche para o ensino fundamental e chamou minha atenção sua maturidade ao encarar os desafios que viverão as filhas: “Tudo é fase e um pouco de desapego e amadurecimento para elas! O mais importante, na minha opinião, é o quanto você se envolve com a vida escolar do seu filho, respeitando, lógico, a sua individualidade.”

Eis que hoje soube que o tema foi tratado na revista Época, em matéria de Camila Guimarães e Luciana Vicária. Lá soube de dados oficiais que mostram que,

“De acordo com um levantamento feito pelo Ministério da Educação, os primeiros anos do ensino fundamental e médio são os que têm maior rotatividade nas escolas. A troca de alunos é de cerca de 30%. Seja qual for a idade do estudante, os problemas podem aparecer no relacionamento com os outros alunos e no aprendizado.”

É sempre bom lembrar que, como tudo, esta mudança é diferente para cada um. Pesa muito o ritmo de adaptação, mas vale ficar atento aos sinais de que algo vai mal: o isolamento, o desânimo para fazer a lição de casa, dores de cabeça e insônia. Os menores podem apresentar casos de regressão, como voltar a fazer xixi na cama. Nestes casos, é importante tomar uma atitude procurando a escola e contando com a ajuda de professores e orienadores.

P.S. Manter o vínculo com a antiga turma também faz bem, afirmam os especialistas. E eu comprovo isso: neste domingo, aproveitando o dia bonito na piscina do clube, duas mães da antiga escola me encontraram e engatamos um papo gostoso. Enquanto eu conversava com Marli e Edneia, os meninos se achavam na água com Laura e Manoela, que foram suas colegas por anos e, pelo que notei, continuam amigas deles como antes. A sensação de pertencimento que vi no rostinho deles foi um alento para meu coração de mãe. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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