empreendedorismo

“No crowdfunding quem busca investimento para alguma iniciativa publica o projeto em um site, estabelecendo quanto quer arrecadar. Os internautas que gostarem da ideia podem, então, colaborar financeiramente. Se a meta for atingida, quem investiu ganha compensações, desde ingressos para o show financiado, por exemplo, até ações da empresa em questão. O site fica com uma fatia do capital repassado, geralmente 5%. Caso o projeto não atinja a meta de arrecadação em determinado tempo, o dinheiro dos que apostaram é devolvido.”

A ideia parece boa, não é mesmo? E está ganhando espaço no Brasil. Inspirado em experiências internacionais, este modelo de arrecadação de recursos apareceu por aqui há poucos meses, mas já conta com 12 sites funcionando e diversos outros recém-criados ou a caminho – e dizem que atraindo pelo menos R$ 600 mil em investimentos dos bolsos de 3.500 internautas.

Mas afinal, o que é crowdfunding?
“De forma bem simples, é o termo para usar quando a gente fala de iniciativas de financiamento colaborativas. Traduzindo para o português seria algo como “financiamento pela multidão”. A ideia é que várias pessoas contribuam, com pequenas quantias, de maneira colaborativa, a viabilizar uma ideia, um negócio, um projeto.
O Wikipédia – que, por sinal, é uma iniciativa “crowd” – define crowdfunding como uma ação de cooperação coletiva realizada por pessoas que contribuem financeiramente, usualmente via internet, para apoiar iniciativas de outras pessoas ou organizações.”

Matéria do Globo dava conta de que dos nove principais sites de crowdfunding do Brasil 67,77% do total investido foi para projetos artísticos, como a produção de filmes e de livros, atendendo a demanda cultural que tem dificuldade de apoio, mas está habituada a buscar fundos. Surpreendeu-me saber que os projetos de empreendedorismo, tanto para criação de empresas quanto para desenvolvimento de produtos inovadores, respondem por 28,83% do atual croudfunding brasileiro. O restante fica 3,40% fica como iniciativas de cunho social.

E para quem acha que este tipo de incentivo passa longe da sua vida, um exemplo interessante: o Ajude Um Repórter é considerado exemplar, apesar de não ser uma plataforma de crowdfunding porque o relações-públicas Gustavo Carneiro conseguiu implantar o projeto graças à “vaquinha” online na qual cerca de 180 pessoas contribuíram com a campanha realizada no Catarse, que precisava de 15 mil reais para tirar a ideia do papel – para quem não conhece o @ajudeumreporter conecta jornalistas e produtores de conteúdo a fontes e personagens para matérias e outros conteúdos em produção. O serviço é gratuito e o levantamento é todo feito por crowdsourcing.

Se você quer procurar projetos no Brasil, comece por aqui: IncentivadorCatarseQueremos, sites que mostram esta forma de investimento. E se você tiver outros projetos em mente, não deixe de compartilhar nos comentários!

“Enquanto lá fora o chamado financiamento colaborativo pela internet se firma como uma alternativa viável aos fundos de capital e a outros instrumentos de crédito que viabilizam investimentos, no Brasil as iniciativas de crowdfunding avançam a passos lentos, ainda concentradas em projetos artísticos, e escorregam na insegurança jurídica, causada pela falta de uma legislação específica.”

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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