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dia nacional em defesa do velho chico

Faz dias que estou convidando todos ao meu redor para virar carranca e proteger o Velho Chico comigo. Na verdade, já tem mais de um ano, pois tudo começou quando eu fui a Brasília para participar de um dos encontros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e me envolvi no Dia Nacional em Defesa do Velho Chico.

Foi uma honra, pois eu era a única representante só de novas mídias e pude mostrar outra face dos blogueiros aos envolvidos com a causa que é muito mais do que ambientalista, mas ainda estava fechada nos grupos que militam pela sustentabilidade e pelas comunidades que são amparadas por este que é o maior rio totalmente brasileiro.

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“Com uma extensão de 2.700 quilômetros, o São Francisco é o maior rio que nasce e deságua no nosso país. Sua bacia integra o Nordeste e Sudeste, ligando sete estados e abrangendo mais de 500 municípios. Presente na vida de 15 milhões de pessoas, suas águas são a principal fonte de abastecimento da região semi-árida e ocupam um papel importante na vida de uma população que carinhosamente o apelidou de Velho Chico.”

Muita gente ainda não sabe, mas o CBH do Rio São Francisco é um comitê que tem como missão cuidar do rio São Francisco. Neste ano eu acompanhei a reunião do colegiado, ouvi propostas, sugestões, críticas e até discussões acirradas do colegiado formado por 62 membros que representam os estados nos quais o rio passa, as 507 cidades e os 15 milhões de brasileiros que têm suas vidas literalmente tocadas pelas águas do São Francisco.

eu viro carranca para proteger o velho chico

O grupo de jornalistas maravilhado após um passeio de barco pelo Velho Chico. A embarcação que emoldura a foto é um retrato do que o CBH do São Francisco evita: importar modelos de fora, como este barco que veio há 100 anos do Mississipi e não conseguiu navegar no Velho Chico. A ideia é empoderar a comunidade local e informar todos os brasileiros, trazendo referências, mas buscando soluções mais ajustadas às diferentes realidades deste Senhor Rio.

Mais do que sotaques, do que vocações e tradições, neste contexto discute-se política pública, interesses privados e a necessidade premente de pensar no futuro destes “atores” envolvidos no enredo do rio, um futuro que chegará a nós com facilidade. Das usinas hidrelétricas instaladas lá à produção agrícola alimentada no seu entorno (o vinho é o mais famoso, mas muitas frutas que nós comemos ou exportamos é de lá), muita riqueza do São Francisco recai sobre nós – e assim como ganhamos os bônus desta riqueza natural, sua falta ou redução também serão ônus que assumiremos.

Em 2014, lançaram a campanha em defesa do maior rio 100% brasileiro: Eu viro carranca pra defender o Velho Chico.

E neste ano a ideia é trazer mais gente para a campanha!

Vem, gente!

Acesse o site, se informe e abrace essa causa: virecarranca.com.br.

eu viro carranca para defender o velho chico

“O objetivo dessas ações, é mostrar que o rio precisa de ajuda e que outras pessoas também precisam abraçar essa causa, como os moradores da região abraçam.”

Faça como essa sulista radicada no sudeste: mostre que o rio é brasileiro e vire carranca para cuidar dele!


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