Violência familiar – A paz começa dentro de casa

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contraviolencia3Ontem foi o Dia internacional da não-violência contra as mulheres. Queria ter escrito algo, mas, confesso, a inspiração não veio e eu queria mesmo fazer algo especial. Já tratei muito do tema aqui, apoiando as iniciativas relacionadas à lei Maria da Penha, sempre pensando nas vítimas que conheci no tempo em que minha mãe era defensora pública.

Segundo li

“A data foi reconhecida oficialmente pelas Nações Unidas (ONU) em 1999 e é uma homenagem às irmãs Mirabal, assassinadas a mando do ditador Trujillo, contra cujo governo na República Dominicana (1930-1961) haviam se rebelado.
Trata-se de umas das principais datas marcadas pela Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que inclui ainda 1º de dezembro (Dia Mundial de Combate à Aids), 6 de dezembro ( Massacre de Mulheres de Montreal) e 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos).” (
Unesco)

Meu ponto de partida para reflexão neste ano foi o material da Campanha 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres , realizada desde 1991, em 130 países e cujo slogan é “Uma vida sem violência é um direito das Mulheres!” . Eu estava com @veriserpa no Lançamento Oficial da Rede de Blogs Mapfre Mulher (na Cozinha da Matilde) quando recebemos de Letícia Massula, dona do estabelecimento, este livreto com 44 páginas explicando detalhadamente a campanha.

O presente de Letícia me honrou. E me fez aprender mais sobre as milhares de vítimas de violência doméstica que clamam por dignidade e justiça em todo o mundo – e pensar em como solucionar um problema tão amplo, embrião de tantos outros conflitos e crimes que arruínam nossa sociedade. Aí recebi por estes dias um um texto da jornalista Naiyve Reverón (autora de Violência familiar – A paz começa dentro de casa) e uma voz incansável na defesa dos direitos humanos que é um alerta para a responsabilidade de fazermos o que estiver ao nosso alcance para mudar essa dolorosa realidade.

Segundo números da OMS (Organização Mundial de Saúde) a violência familiar assola todas as nações, indistintamente, em uma guerra invisível e silenciosa, oculta por medo ou vergonha de suas vítimas. Cerca de 1,6 mil mortes são ocasionadas por violência doméstica ao ano no mundo, um problema de dimensões socioeconômicas e de saúde pública que ameaça o desenvolvimento dos povos, afeta a qualidade de vida e corrói o tecido social.

Em seu post sobre a data, Veridiana Serpa indicou números alarmantes que merecem ser lidos, pensados e replicados por nós. Da mesma forma Josluza Fiorani (@advogadaonline) descreveu em seu blog dados da Campanha do Laço Branco – Homens pelo fim da violência contra a Mulher (White Ribbon Campaign). Segundo ela conta

campanha laço branco

A Campanha Brasileira do Laço Branco tem o objetivo de sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Suas atividades são desenvolvidas em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outras representações sociais que buscam promover a eqüidade de gênero , através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos.

A organização afirma que a Campanha visa reverter uma tendência assustadora: somente no Brasil, cerca de 300 mil mulheres relatam ser vítimas da violência de seus maridos ou companheiros a cada ano. Mais da metade de todas as mulheres assassinadas no País foi morta por seus parceiros íntimos. Além disso, 20% das mulheres adultas brasileiras sofrem violência do marido ou companheiro a cada ano. No Brasil, várias personalidades aderiram à Campanha, incluindo os atores Wagner Moura, Lázaro Ramos, Bruno Garcia, Lúcio Mauro Filho, o jogador Raí e o cantor Lobão.

E você, leitor, que tal aderir e disseminar esta ideia no seu grupo de convivência?

P.S. Posts sobre violência doméstica aqui no blog nos últimos anos:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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