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#nostalgia do Muro de Berlim: há 20 anos eu e amigas estrangeiras: da esquerda para direita Nicole (Holanda), eu, Mariana (EUA), Rebecca (Australia), minha irmã Sheron, Martina (Alemanha, de preto) e Hopi (Canadá, de blusa clara).

#nostalgia do Muro de Berlim: há 20 anos eu e amigas estrangeiras: da esquerda para direita Nicole (Holanda), eu, Mariana (EUA), Rebecca (Australia), minha irmã Sheron, Martina (Alemanha, de preto) e Hopi (Canadá, de blusa clara).

Vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim, que levou à reunificação da Alemanha e acelerou o fim da União Soviética, está sendo comemorado hoje. Para mim esta data traz duas lembranças: minha amiga alemã Martina Ratje, que em 1989 era intercambista na minha escola e cuja frustração por não estar em seu país nesta data histórica eu presenciei. E em segundo lugar a Perestroika, livro de Gorbatchov que minha mãe comprou e eu li em seguida e me mostrou um mundo que eu não imaginava de fato existir.

Este mundo pode ser visto e entendido com o cinema. Good Bye Lenin (Adeus, Lênin, 2003) é uma das melhores obras para tentarmos entrar no universo das duas Alemanhas e vivenciar um pouco das imensas diferenças que separavam pessoas tão próximas. Se você não viu o filme, veja, vale a pena.

Por estes dias podemos rever, na TV, na internet e em exposições, imagens da noite histórica de 9 de novembro de 1989, data em que os berlinenses do Leste presos atrás da barreira de concreto de 3,6 metros de altura correram aos postos de fiscalização para forçar a abertura deles.

É triste saber que mesmo depois de tanto tempo, os alemães ainda se dividem em orientais e ocidentais. Quem o afirma é um  dos principais historiadores sobre o tema em entrevista ao jornal O Globo. Michael Meyer cobria a Guerra Fria há 20 anos (hoje é porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon) como correspondente internacional da revista “Newsweek”  e presenciou a tendência à democracia na região, percorrendo diversos países do Leste europeu ao longo de anos. Autor de “1989 – O ano que mudou o mundo (publicado no Brasil pela Jorge Zahar)”, na entrevista ele revela os bastidores de um conflito que dividiu o mundo. Retiro de lá um trecho que sintetiza bem sua visão:

O senhor acredita que o mundo hoje está livre do conceito de um Muro dividindo o povo?
Claro que não. Nós temos muros nas nossas cabeças. Nós dividimos o mundo em “eles” e “nós”. Isso é o confronto das civilizações. O que é o muro entre o Islã e o Ocidente? O que é muro na Alemanha? Alemães ainda se dividem e orientais e ocidentais.

E para quem quer pensar mais sobre o tema, dica do @ericmessa: abertura da exposição Deste Lado, no Instituto Goethe (rua Lisboa, 974, Pinheiros, SP, SP), nesta segunda, 20h20.

deste lado queda do muro de berlim goethe exposição

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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