empreendedorismo / mãe / relacionamentos

Passei o feriado trabalhando. Não no batente como jornalista, mas em casa, porque feriado com a familia toda em casa (no meu caso, com dia das crianças + marido de cama), é uma maratona que dá saudade da segunda-feira. Como diz o título de uma matéria da Época nesta semana, 24 horas é pouco para ser mulher.

Pesquisas recentes comprovam aquilo que já sabemos – que a mulher brasileira assume tarefas que as deixam sobrecarregadas: desde acordar os filhos até levar ao médico e ir à reunião da escola, tudo é tarefa da mãe. Destas atividades, em média apenas 6% são assumidas pelo pai e não a mãe. Apesar de conheceremos na pele esta realidade, o resultado surpreende: 91,3% das brasileiras trabalhadoras dedicam em média 22 horas por semana aos afazeres domésticos, ou seja, a tarefas que não são o trabalho remunerado nem o cuidado com os filhos. Segundo o estudo, publicado no livro Vida de Equilibrista – Dores e Delícias da Mãe que trabalha, de Cecília Russo Troiano, da Editora Cultrix, das 850 mulheres das classes A e B entrevistadas, 50% delas já pensaram ao menos uma vez em abandonar a carreira. Pudera: dividir o tempo com trabalho (8h), filhos (4,5h) e quase não sobrar nada para si (1h), é sufocante.

Do outro lado, no dia 03/10 o Ibope divulgou o levantamento Novo Homem: Comportamento e Escolhas, revelando que 95% dos homens brasileiros acima de 25 anos sentem-se satisfeitos com a vida. O novo homem é comparado aos heróis Peter Parker (Homem Aranha) e Neo (The Matrix) por sua sensibilidade, tolerância e fragilidade. O novo homem trocou o mundo externo pela família e na pesquisa se diz bom companheiro e bom pai. Cerca de 90% afirmam ser tão atuantes na educação dos filhos quanto as mães e 93% dizem que a companheira pode contar com eles em qualquer situação.
Cá estou eu, ainda me recuperando do cansaço do final de semana, me perguntando: será que a falha é nossa por não delegar as tarefas com estes incríveis 93%? Segundo algumas dicas da revista para as mamães superocupadas, delegar é uma das alternativas para sair da rotina sufocante. Tenho minhas dúvidas e você?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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