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Eu vi nascer o Fórum Cristão de Profissionais. Estava no culto num domingo em que o pastor Ed René Kivitz contou à comunidade que estes encontros se iniciariam lá para reunir profissionais “seculares” a pensarem à luz da Bíblia, mas, ouvindo a abertura dos encontros neste ano de 2018, senti com mais força como eu fiz parte de tudo isso.

Curiosamente, ao ouvir falar sobre propósito, entendi o quanto este encontro em si faz parte dos meus propósitos de vida.

Em certo ponto do vídeo a seguir (mais ou menos aos 46 minutos), há um claro sinal para diferenciarmos nosso trabalho de nosso propósito de vida. Onde acaba um e continua o outro?

Se eu fosse demitido, o que eu continuaria fazendo mesmo sem receber salário?

A resposta a essa pergunta nos dá uma noção de propósito, missão de vida ou até de vocação.

Eu sinto assim.

Em 2017, diversas circunstâncias me colocaram num momento de pausa na minha carreira. Não foi o primeiro, duvido que seja o último momento de parar, repensar, ressignificar e voltar que farei como profissional. E no final do ano, ganhei de presente um processo de coach. Nas sessões com Luciana Oliveira, uma jovem contadora que se redescobriu profissionalmente e migrou para esta área, algumas falas minhas eram persistentes:

  • Gosto de gente, de reunir pessoas, de ser ponte, facilitar conversas 🙂
  • Sinto que para fazer mudança no mundo, precisamos empoderar mulheres para fortalecer as famílias
  • Quero aprender a fazer uma coisa de cada vez!
  • Meu primeiro ministério é o da minha família <3

Não é nada fácil conciliar tudo isso e ainda estou penando para descobrir como farei para dar certo… no dia da mulher moderei um debate feminino, criamos um grupo e em poucos dias senti que estava “fugindo” do meu plano.

https://www.instagram.com/p/BflJXYWAZpB/?taken-by=samegui

Pensei: será que dá mesmo para levar a vida como um Waze e redirecionar a rota assim que percebemos que perdemos o rumo? Se dá, como fazê-lo sem prejudicar as pessoas ao redor? Onde as pessoas com quem eu atuo entram no meu propósito de vida?

São muitas perguntas, poucas respostas e sobretudo infinitas necessidades materiais batendo à porta, contas acumulando e sonhos se distanciando a cada repensar.

Por isso mesmo, #aos45, me sinto tão adequada para pensar no que é viver com propósito.

E você?

Confesso que Vivendo com propósitos não foi o primeiro livro de Ed René que eu li e que me conquistou. Foi o limão de O livro mais mal-humorado da Bíblia que me conquistou. Sempre gostei de Eclesiastes, antes mesmo de saber que fora escrito por um cara que teve tudo e de certa forma foi um playboy, pois, como não me envergonho de contar, não nasci em família cristã e  demorei muito para entender quem era o Salomão do Velho Testamento.

Mas as perguntas do livro falam a todos nós, vejam:

Qual o tipo de vida que você tem experimentado? Muitas pessoas passam anos, senão toda a vida, buscando um sentido. Alguns o encontram, outros não. No mundo de hoje é fundamental que o ser humano reflita sobre o tipo de pessoa que é e o que está construindo e para isso o livro de Eclesiastes, fruto das reflexões de Salomão, é uma ferramenta eficaz para encontrar as respostas que a humanidade persegue desde os primórdios.

E conversam com o outro livro, que traça um retrato da nossa vida:

Oprimidas por uma sociedade onde a felicidade é uma obrigação, a maioria das pessoas vive um silencioso e escondido desespero. Sufocados pela rotina ou pelos excessos, não são poucos os que sequer têm tempo para refletir a respeito do âmago de sua existência, suas origens, propósitos, destinos, ideais e valores. O resultado é a angústia crônica, a insatisfação aparentemente sem motivo, o estado de espírito negativamente perturbado e a monotonia da luta pela mera sobrevivência.

Propósito deve ser alguma coisa que você gosta tanto que até pagaria para fazer.

Se o seu trabalho não é seu propósito, pode ser que você tenha um teto na sua vida profissional porque seu coração não está ali.

Mas nesta busca sem fim por um propósito também nos perdemos numa busca sem fim, aquela do consumismo que falamos tantas vezes aqui, especialmente ao tratar da vida minimalista.

😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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