a vida quer

E deu segundo turno. Puxa, funcionou! Foi tudo que me passou pela cabeça ontem ao voltar de uma festinha de aniversário e ver a situação da apuração no computador e no canal 40 (meu pai chama assim a GN).
Já tínhamos transferido o título em tempo hábil e cada um de nós votou com um dos meninos, velho hábito. Eram muitos números e não deixei o Enzo digitar para mim, então, na saída, ele perguntou:
-Em quem nós votamos, mamãe?
Respondi, de pronto:
-Seu pai e eu votamos no segundo turno.
E ele, na mesma hora:
-Ah, é? E qual é o número dele?
Tive que explicar, né? Não podia deixar aquele cidadão que nunca precisa usar a frase “porque sim não é resposta” sem resposta. Expliquei que votamos, Gui e eu, pelo segundo turno, desta vez não mais pela expectativa de mudança que nos moveu por tantas eleições. Votei pensando em ter tempo hábil para meus colegas da imprensa política fazerem seu dever de casa e uma ou outra coisa destes escândalos todos se esclarecer. Pelo menos na esperança de que uma réstia de luz aconteça. Ontem de manhã recebi uma mensagem de um amigo ainda sobre aquela tal “síndrome de regina duarte”. Foi um e-mail que no começo de agosto recebi e repassei aos meus contatos de orkut, falando do medo de um segundo governo Lula. Ele me respondeu que, anos depois, ainda tem raiva daquela colocação, da Regina e do Diogo Mainardi. Engraçado. Eu tb fiquei com vontade de matar na época que a Regina Duarte falou aquilo. Para falar a verdade, nunca mais consegui vê-la com simpatia, do mesmo jeito que aconteceu com a Cláudia Raia na época do Collor. Fazer o que? Quem dá sua opinião em público também está dando a cara a tapa, eu tenho feito isto nestas minhas mensagens, eu sei. Deve ter gente me cortando do orkut… mas eu escolhi minha profissão porque tenho e quero ter opinião, mas tb quero poder errar, como acho que errei nas escolhas políticas nos últimos anos e continuarei errando, porque, como escrevi aqui, acho que ainda estamos longe da maturidade política como eleitores no Brasil. Somos imaturos de pai e mãe. Nem todos somos, há quem tenha uma base não pela questão financeira, mas porque tem postura e com condições culturais de se formar bem. Isto é o que noto que faz mais diferença, ainda mais agora que estou aqui, nesta salada russa que é a paulicéia. Curitiba ainda é um oásis em alguns aspectos, bons e ruins. Por falar nela, vi as noticias, Requião e Osmar Dias… me surpreendeu uma mulher (a Hoffmann) chegar tão longe na candidatura ao Senado e também o fato de alguns políticos meio tradicionais não se reelegerem. Serão ventos de mudança?

P.S. O aniversário do qual falei foi o primeiro aninho do Pedro, filho da Renata, neto da Isabel. Pessoas que nos acolheram quando chegamos aqui em São Paulo e que ontem nos honraram muito por nos incluir entre os retratados na retrospectiva oficial da vida do aniversariante. Que coisa especial!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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