Vencendo o processo contra o trabalho infantil e adolescente #semtrabalhoinfantil

E eu esperando ver a famosa foto das meninas vestidas de empreguetes! (risos) http://bit.ly/QUNE5W Vi o capítulo final da novela e para mim foi uma excelente demonstração de que vale a pena buscar o apoio da lei, mesmo quando o caso parece distante e as partes teoricamente "se entendam". Minha mãe Lucia Itamara Hoffmann Shiraishi foi Defensora Pública no Paraná por muitos anos e atendeu casos assim, acabei me envolvendo e presenciando situações semelhantes à da Cida, personagem da novela que foi explorada em sua mão de obra quase escrava pelos patrões da mãe e que teve sua infância e adolescência roubadas pela condição de aprisionamento psicológico ao qual era submetida pela família que dizia tê-la "acolhido".  O enredo trazia ainda a conivência da personagem da madrinha da menina, a outra doméstica da família que em muitos momentos a forçava a ver que "devia muito" aos patrões e tb custou a compreender seus direitos. São várias circunstâncias que mostram este "trabalho invisível" ao qual são submetidas muitas crianças, meninos e meninas, que cuidam de muitos lares pelo Brasil sem nunca aparecer nas estatísticas. Estes casos são alguns dos que devemos encarar e tratar, afinal, cada caso de trabalho infantil e adolescente é da nossa conta!

 

Já falei aqui, ao longo da temporada da novela Cheias de Charme, que era fã da novela e das Empreguetes. Vi boa parte da trama e fiquei contente pelo espaço dado no capítulo final ao desfecho da personagem Cida, que ganhou um processo contra os patrões (os Sarmento) por exploração de trabalho infantil.

A gente reclama da TV (e a própria atriz Isabele Drumond trabalhou ainda criança, começando bem novinha como Emília, no novo Sítio do Picapau Amarelo, lembram-se?), mas para mim o destaque que se deu para o processo no final da novela foi uma excelente demonstração de que vale a pena buscar o apoio da lei, mesmo quando o caso parece distante e as partes teoricamente “se entendam”. Minha mãe foi Defensora Pública no Paraná por muitos anos e atendeu casos assim, o que me permitiu conhecer (e até presenciar) situações semelhantes à da Cida, personagem da novela que foi explorada em sua mão de obra quase escrava pelos patrões da mãe e que teve sua infância e adolescência roubadas pela condição de aprisionamento psicológico ao qual era submetida pela família que dizia tê-la “acolhido”.

O enredo trazia ainda a conivência da personagem da madrinha da menina, a outra doméstica da família que em muitos momentos a forçava a ver que “devia muito” aos patrões e também custou a compreender seus direitos. Muitos dos responsáveis pelas crianças e adolescentes envolvidos com esta forma de trabalho infantil foram crianças exploradas e não percebem que a situação não é boa para os menores. As leis mudaram muito nas últimas décadas, passando a proteger de fato as crianças, mas nem sempre sabemos quais elas são, como garantem a infância e como podemos acioná-las quando nos deparamos com casos que podem ser classificados como trabalho infantil e adolescente.

E isso me lembrou o vídeo (emocionante e que todos precisam ver) Vida Maria, um curta-metragem em 3D, lançado em 2006 e produzido pelo animador gráfico Márcio Ramos, que venceu inúmeros festivais nacionais e internacionais. Convido-os a assistir abaixo (são só nove minutos) e divulgar esta denúncia da ausência de escolarização e das condições precárias de vida de várias gerações de mulheres, mas que podem ser das crianças (não vemos onde os meninos vão, mas possivelmente estão na roça!), acompanhando a rotina da personagem “Maria José”, uma menina que se diverte aprendendo a escrever o nome, mas que é obrigada pela mãe a abandonar os estudos e começar a cuidar dos afazeres domésticos.

São várias circunstâncias que mostram este “trabalho invisível” ao qual são submetidas muitas crianças, meninos e meninas, que cuidam de muitos lares pelo Brasil sem nunca aparecer nas estatísticas. Estes casos são alguns dos que devemos encarar e tratar, afinal, cada caso de trabalho infantil e adolescente é da nossa conta!

Você sabia que a idade mínima para trabalho com carteira assinada é de 16 anos? Essas e outras definições na nossa legislação protegem as crianças contra a exploração de todas as formas de trabalho. Além de projetos e políticas públicas.  No nosso site tem um guia de procedimentos que você pode fazer para não deixar esse tipo de situação acontecer => http://bit.ly/WeNbiC  Você já encontrou adolescentes ou crianças trabalhando? Se sim, sabe o que fazer? A quem denunciar? Se tem alguma dúvida, vamos conversar!

Você já encontrou adolescentes ou crianças trabalhando? Se sim, sabe o que fazer? A quem denunciar? Se tem alguma dúvida, vamos conversar! A conversa hoje é sobre a legislação em vigor que protege as crianças e adolescentes e vamos tratar destes assuntos neste link.

Comente lá no papo que fazemos todas as terças e quintas na fanpage do projeto Promenino da Fundação Telefônica ou no Twitter usando a hashtag#semtrabalhoinfantil.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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