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Dia da Independência do Brasil.

Faltam apenas 9 anos para o Bicentenário do Grito do Ipiranga, data na qual Dom Pedro I afirmou que, se era para o bem de todos e felicidade da Nação, ele ficaria por aqui e com isso separar-se-ia de sua terra natal, de seus pais e familiares, de sua origem. Dizem que o povo que queria que ele Pedro ficasse eram uns “gatos pingados” e que foi tudo um plano maçônico ou coisa que o valha.

A história real (ou imperial) merece ser revistada e para tanto indico os livros de Laurentino Gomes, que contam uma versão menos floreada, mas não menos heróica do nascimento de nosso País. Li 1822 e 1808, gostei muito das duas obras e estou ansiosa por conferir 1889.

Com ou sem leitura, defendo que esta data deve ser festejada – com nossos churrascos pela independência – e transformada em símbolo do nosso amor e cuidado pela Pátria Amada.

Neste sábado muitos irão às ruas. Cerca de 400 mil pessoas em 150 cidades já confirmaram presença!
Veja um mapa destas mobilizações neste link.

Mas vale lembrar que mudanças políticas envolvem mais do que protestar.

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“A verdadeira mudança política envolve mais do que protestar. As redes sociais são boas para mobilizar, para se opor a algo, como ocorreu nos protestos no Brasil. (…) Mas, para isso levar a duradouras mudanças, esta energia tem que ser convertida em algo duradouro.”

As palavras, que terminam com uma defesa dos partidos políticos para o exercício da democracia, são de Francis Fukuyama, cientista político estadunidense, Ph.D. em ciências políticas por Harvard. Um dos pais da Doutrina Reagan, ele rompeu com os Bush por conta das guerras no Oriente Médio e hoje apóia os Democratas de Obama.

Em entrevista à jornalista Daniela Mendes, Fukuyama defende que os protestos são bons para chamar atenção dos políticos para uma nova gama de assuntos e para forçá-los a responder, mas que para efetivar a pauta de reivindicações é preciso mudar as leis. E aqui entram os partidos, os políticos e o Congresso Nacional, “instrumentos” necessários para organização e construção das novas forças políticas que queremos ver em ação.

O interessante foi perceber no papo dele uma alusão clara à nova classe média. Revistando a história dos EUA, Fukuyama cita o sistema político extremamente corrupto e clientelista do inicio do século XX e afirma que por aqui, como lá, “a classe média pode ser adequadamente mobilizada para obter políticas mais duras contra a corrupção”, mas, admite, não há lideranças capazes de fazer esta transição por aqui.

Concordo. Vejo jovens líderes se voltarem para outras áreas e até mesmo consideravelmente sua mudança pada fora do Brasil, mas raramente aceitarem a ideia de ficar por aqui, entrarem na vida pública e mudarem o que precisa ser mudado.

Não será você, leitor, este líder de quem falo? Neste dia da independência, vamos pensar em como nós temos nos dedicados a, de fato, melhorar o País?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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