“Velhinha” de 28 anos

Quem está participando da brincadeira Friends For Sale no facebook vê que a adesão independe da idade, o que conta é o perfil.

Quem tem blog fala uma língua diferente, que pouca gente entende e que, como ouvi uma jornalista dizer hoje, faz uma pessoa de 28 anos se sentir uma velhinha, de tão por fora das novidades tecnológicas. Ela afirmou isso depois de ouvir muita coisa sobre mídia social, wordpress, técnicas de SEO e a necessidade de se manter uma “conversa” e um relacionamento com o leitor usando também redes sociais – twitter, facebook, via6, comunidades de orkut – e Instant Messengers. Não é o que nós fazemos basicamente? E será que são atitudes tomadas apenas por adolescentes? Não creio.

Vivi ontem um típico dia de linguagem tecnológica, geek, ou como diria meu filho, do personagem Bloguinho da Turma da Mônica. Passei a tarde no primeiro encontro para treinamento de jornalistas blogueiros em uma das revistas da Editora Globo. Estranho e desafiador falar de uma nova linguagem, ligada ao nosso métier, para colegas que têm um currículo no mínimo equivalente ao seu. Foi ótimo, estou certa de que será uma experiência enriquecedora e me deixa feliz adotar esta postura “evangelizadora” sobre os blogs. Sempre digo que nas minhas crenças – políticas, religiosas, futebolísticas ou astrológicas – eu não faço proselitismo, mas no fundo eu sou bem evangelizadora quanto aos blogs. Creio neles com tanta força que fica impossível não tentar convencer os outros de que são uma linguagem excelente, uma mídia maravilhosa, enfim, algo que todos que têm algo a compartilhar deveriam ter. Depois, já na sede da Coworkers, bati um papo divertido e muito geek (e offline) com Helton, Tonobohn, Luiza Gomes, Caio Novaes e Wagner Fontoura. Quem não estivesse no nicho que representamos não entenderia a conversa meio sem pé nem cabeça, claro. E ao final da noite, conversamos, Gui e eu, pela webcam com filhotes que estão em Curitiba, com qualidade de som e imagem de fazer inveja a muito “ao vivo” de telejornal.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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