#VamosDecidirJuntos

vamosdecidirjuntos

A contracepção é uma escolha individual com responsabilidades compartilhadas.

Essa frase explica para mim o que deve ser um bom relacionamento heterossexual porque a mulher pode engravidar em decorrência das atividades de ambos.

Há algumas semanas, eu perguntei no blog:

Há vida (sexual) além da pílula?

Natural Cycles e a vida sem anticoncepcional

Para mim, além da saúde física, pesa a possibilidade da mulher realmente conhecer o próprio corpo, se entender como “mulher de fases” e usar suas nuances (de temperatura, de umidade, de humor) em seu benefício – e do parceiro também, pois uma sexualidade bem resolvida traz benefícios para todos.

E sobre o mundo feminino, outra “libertação”. Há vida (sexual) sem pílula? Para mim, além da saúde física, pesa a possibilidade da mulher realmente conhecer o próprio corpo, se entender como “mulher de fases” e usar suas nuances (de temperatura, de umidade, de humor) em seu benefício – e do parceiro também, pois uma sexualidade bem resolvida traz benefícios para todos. Mas há muito mais sobre o assunto nos mitos e verdades sobre os anticoncepcionais e na recomendação do app Natural Cycles lá no post http://www.avidaquer.com.br/natural-cycles-e-a-vida-sem-anticoncepcional/ #agentenaoquersocomida #avidaquer #saudedamulher #pilula #contraceptivo #anticoncepcional #anticoncepcionalnuncamais #naturalcycles @naturalcycles

Uma publicação compartilhada por (blog) A Vida Quer (@avidaquer) em

Escrevi sobre o assunto nos mitos e verdades sobre os anticoncepcionais e recebi um convite para participar de um encontro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) para conhecer a campanha #VamosDecidirJuntos.

Foi uma experiência muito interessante.

O objetivo da campanha é ampliar a discussão sobre contracepção, os métodos mais indicados para cada perfil e cada momento de vida. Além disso, desmistificar e esclarecer a população sobre o risco real associado ao uso da pílula anticoncepcional e os raros casos de complicações cardiovasculares, como a trombose venosa.

A campanha conta com uma plataforma digital vamosdecidirjuntos.com.br com informações seguras e baseadas em orientações médicas, vídeos com especialistas, textos e artigos sobre o tema, com um espaço para que as mulheres tirem suas dúvidas sobre os métodos contraceptivos.

Tudo isso para estimular que a mulher faça uma autorreflexão sobre sua vida sexual, seu momento de vida e sua saúde e leve os questionamentos para seu médico.

evento-febrasgo-vamos-decidir-juntos

O evento contou com a presença da Doutora Ilza Maria Urbano Monteiro, professora Associada Livre Docente do Departamento de Tocoginecologia da Unicamp e Responsável pelo Setor de Reprodução Humana do CAISM/UNICAMP, César Eduardo Fernandes, presidente da Febrasgo, e a apresentadora Cris Flores.

Alguns insights foram pontos pacíficos entre os participantes:

  • Algumas decisões tomadas sobre a saúde podem acabar entrando na rotina sem avaliar se elas realmente atendem as necessidades de cada mulher.
  • O anticoncepcional que é bom para uma mulher pode ser ruim para outra.
  • A automedicação, no entanto, pode trazer riscos às mulheres além de impedi-las de usar um método mais adequado ao seu perfil, à sua fase de vida e aos seus planos – o que apenas uma análise detalhada e uma consulta com o médico pode definir.
  • Não existe o melhor anticoncepcional, existe o mais adequado para cada paciente de acordo com as necessidades de cada momento de sua vida.
  • Os médicos devem ter o compromisso de informar e orientar as mulheres, ajudando-as a chegar a uma decisão por meio de um bom aconselhamento.
  • Para isso é preciso avaliar as necessidades individuais, quais são seus problemas de saúde, em que fase de vida está e seus objetivos no planejamento familiar – se ela quer algo de curta duração, se quer algo sob seu controle e, ainda, se quer algo que envolva seu parceiro,

 

E aqui tem um resumo dos métodos contraceptivos atuais:

Existem inúmeros métodos para evitar a gravidez e a definição do mais adequado para cada mulher deve considerar seu perfil pessoal, histórico de saúde, necessidades e preferências individuais. Essa escolha deve ser feita por cada mulher, junto com o seu parceiro, considerando a análise clínica do ginecologista.

Os métodos contraceptivos podem ser divididos em dois principais grupos, os reversíveis e os definitivos:

  • Métodos Reversíveis: Hormonais, Barreira, Comportamentais, Dispositivo Intrauterino (DIU) e Contraceptivo de emergência (CE)
  • Métodos Definitivos: Esterilização Feminina (Laqueadura Tubária) e Esterilização Masculina (Vasectomia)

Podem, ainda, serem classificados como:

  • Métodos Hormonais Combinados: contraceptivo oral combinado (COC, ou pílula combinada), Anel Vaginal, Adesivo Transdérmico, Injetável Mensal
  • Métodos Hormonais só de Progestagênio: Pílula de Progestagênio, Implante Subdérmico, Injetável Trimestral, DIU Hormonal
  • Métodos não hormonais: DIU de cobre, diafragma, preservativos masculino e feminino e métodos comportamentais.

O mais importante é conversar com o médico e seu parceiro e juntos escolherem o método mais indicado para seu perfil e momento de vida.

Cuidados com a Pílula do Dia Seguinte

 

Eu não uso pílula e como contei no blog no post que deu origem a este convite, indico outros métodos, como o controle do ciclo por apps. Mas entendo que é uma alternativa comum e creio no direito ao conhecimento para escolher, por isso trouxe as informações para cá.

😉

Veja alguns vídeos para se informar:

Você conversa com seu ginecologista a respeito de métodos contraceptivos?

Existe risco de trombose no período da gravidez e no pós-parto? Dra. Ilza Monteiro | Professora Livre Docente da Unicamp responde:

A decisão de engravidar deve ser compartilhada?

Quando devo trocar meu método contraceptivo?

Posso emendar a cartela da pílula que eu já tomo?

Posso tomar as mesmas pílulas que minhas amigas tomam? Dra. Cristina Guazelli, Docente Unifesp do Setor Planejamento Familiar, explica porque não devemos fazer isso!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.