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Ninguém diria isso décadas atrás, dizia a chamada do texto que conta que as meninas estão “roubando espaço” dos garotos nas escolas e, consequentemente, nos bons empregos.

Dados do Pew Research dão conta de que os maridos tendem a se tornar cada vez mais os principais beneficiários financeiros no casamento. A história da Cinderela está sendo reescrita, a velha ordem foi alterada e (parte dos) homens estão se transformando no sexo dependente.

  
Há exatos 2 anos recebi de presente um livro que tratava exatamente disso nos EUA, o título era O Sexo Mais Rico – Como a nova geração de mulheres está transformando trabalho, amor e família. Nele Liza Mundy traz uma compilação de dados valiosos e recentes sobre a mudança significativa que o aumento da escolaridade feminina nos EUA está fazendo para todos, homens e mulheres.

Os novos homens sentem-se livres para serem humanos completos porque as mulheres também o são. Quando uma mulher estuda, ela tem autonomia e o casal pode optar, em momentos diversos da vida juntos, pelo que é melhor para ambos em cada fase que vivenciam e o foco nos filhos, na carreira, no relacionamento passa a ser uma questão possível de gerenciar sem crises e sem papéis previamente determinados.

Quem pode e quer, faz. Simples assim.

Nem sempre funciona, eu sei. Assim como conheço casais da minha faixa etária (35 aos 45) nos quais os homens optaram por deixar o emprego para cuidar dos filhos enquanto a mulher trabalha, casais que fazem da Guarda compartilhada um balé perfeitamente sincronizado e amoroso, há quem ainda proíba o marido de mexer na cozinha e marido que não quer que a esposa trabalhe fora. São escolhas e creio que elas determinarão o sucesso ou insucesso  da nossa geração. 

Mas os dados do Sexo mais rico (livro publicado nos EUA em 2013) são claros:

“Daqui a uma geração, haverá mais lares sustentados por mulheres que por homens. Que ajustes terão de ser feitos ao longo do caminho? E como homens e mulheres irão se beneficiar de tais mudanças? “

 

Quase uma década antes do livro que citei, “O Mundo é Plano—Uma História Breve do Século XXI” já dava indícios dessa revolução feminina pela educação no mundo. Escrito por Thomas Friedman, o livro analisa o progresso da globalização com particular ênfase no princípio do Secúlo XXI. Friedman defendia que o Mundo é plano no sentido em que os campos de competição entre os países desenvolvidos e os países em via de desenvolvimento estão a ficar nivelados (apontando os exemplos da China e da Índia). 

(Quero ler tambem “Quente, plano e lotado”)

Ao contar como à terceirização de trabalhos “técnicos” como contabilidade ou telemarketing por indianas e indianos mudou o padrão de vida de famílias que viviam basicamente só lutando para sobreviver há gerações. Estamos vendo algo parecido acontecer aqui no Brasil com a famosa emergência da Classe C.

Mas nem Friedman poderia prever a força que uma só menina teria neste mundo: Malala.

  
No Dia das Crianças minha filha ganhou da madrinha o livro sobre a história de Malala e exemplos assim enchem os 2 anos e 7 meses de sua vida extra-uterina. O que pouca gente entende ou comenta é que há mais por trás da menina que queria ir para escola.  A vida dela não é feita só dos homens barbudos que oprimem as garotas. O irmão, o pai e muitos outros vieram antes ou junto dela e ajudam a promover essa mudança que desejamos ver no mundo.

  

Como mãe de garotos, o que me entristece é notar que embora estejamos apoiando e encorajando as meninas, não notamos ainda que devemos pensar no todo e no quanto homens bem formados são valiosos para a humanidade.

Vamos trabalhar para equilibrar a balança antes que o desequilíbrio sobrecarregue novamente as mulheres? 

Vamos empoderar pessoas, sem sexismo?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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