cidadania

Toda vez que vou nas reuniões da Abril, como acontece nesta manhã do Dia do Meio Ambiente, eu paquero o bicicletário que tem ao lado do metrô Vila Madalena. Já conversei mais de uma vez com o funcionário de lá, tirei fotos, bisbilhotei se as pessoas estão mesmo usando o sistema.

O espaço oferece serviço de aluguel de bicicletas e, em dezembro de 2008, atendia a apenas 18 aluguéis por dia da semana, com picos de 50 aluguéis nos finais de semana. Na época o Usebike (apelidado de Metrociclista) tinha 80 bicicletas disponíveis em oito estações. Atualmente atende às estações de Vila Madalena, Vila Mariana, Paraíso, Liberdade, Sé, Marechal Deodoro, Santana, Armênia, Barra Funda, Sta. Cecília, Anhangabaú, Brás, Carrão, Guilhermina e Itaquera.

Há um certo receio, desconforto e preconceito quanto ao uso de bicicleta para acessar o metro. Como morei no Japão, onde o uso de bicicletas é super comum e as linhas de ônibus para acessar trens e metrôs são raras (e usadas mais por idosos bem velhinhos e por pessoas com problemas de saúde, de tão incomuns), acostumei-me a usar a bicicleta no meu transporte diário. Até aprendi a ir de tailleur para o trabalho, com saia, meia-fina, salto, pasta, etc, equilibrando-me com elegância na magrela. E sinto a maior falta disso.

Já pensaram como seria bom se a gente não dependesse tanto do coletivo para chegar no metrô em São Paulo? Aqui em casa eu tenho metrô a exatos 2km, poderia bem ir de bike. Mas acabo optando pela carona do marido ao metrô ou deixando o carro no estacionamento na frente do metrô – e nem pensar ir de ônibus, teria que pegar um até uma estação de metrô que fica muito mais distante simplesmente porque não tem uma linha que me leve até a mais próxima! E isso é tema para outro post de curitibana reclamando de sampa.

No entanto, não é só o preconceito e insegurança que inibem o uso da bicicleta com metrô aqui no Brasil – ele é comum em Viena, Paris, Lyon, Bruxelas, Luxemburgo, Barcelona, Copenhague, Oslo, entre outras cidades européias. Achei o sistema de empréstimo das bicicletas daqui bem elitista. É preciso apresentar documento com foto, comprovante de residência e um cartão de crédito com saldo disponível de R$350,00. A primera hora é gratuita, e as demais custam dois reais cada.  Tem um jeito apra quem não tem cartão. É preciso ir à sede do Instituto Parada Vital (que administra o serviço para o metrô) das 08h30 às 17h30 e levar um documento com foto, 2 fotos 3X4 e um comprovante de residência atual. Após análise e aprovação do cadastro, efetuar o pagamento de R$50,00 (metade do valor se reverte em crédito para uso do sistema). Melhorou, mas ainda não exatamente fácil.

A alternativa para tem uma magrela é o uso do estacionamento, que é gratuito. É necessário apresentar documento com foto e ficar atento, pois a bicicleta deve ser retirada no mesmo dia. Na Zona Leste as estações Itaquera, Guilhermina e Carrão têm 90 vagas cada, as demais têm 10 vagas. O serviço funciona das 6h às 22h (exceto na estação Paraíso, que fecha às 20h) e é preciso ser maior de 18 anos para utilizar – jovens entre 14 e 17 anos precisam de autorização dos pais ou responsáveis.

P.S. Há também pontos do UseBike na rede  Estapar do Conjunto Nacional, Garagem São Luís, Garagem Trianon, Hosp. Sta. Catarina, Novotel Jaraguá, Shop. Frei Caneca, Top Center.

[update] A DMM9 está com uma campanha assim hoje: o site Projeto09 diz que hoje todos os funcionários iriam de bicicleta para o trabalho!

Também postaram sobre o tema e me contaram depois: Dafne, no Elfinha e Julia no Por aqui (blog bem legal que conta de descobertas interessantes na cidade de São Paulo). [/update]

P.S. Um update e uma explicação: eu sei que é compliado usar transporte público em Sampa.  Já tentei usar (tem posts sobre isso escritos em 2008 Metrô e CPTM em São PauloSP Trans e Google Maps) e comprovei que é difícil porque toma muito tempo, uma vez que precisamos viajar muito para chegar de um lugar a outro. Mas continuo buscando soluções!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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