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A porta que eu optei por não trocar, mas sim recobrir com massa e tinta para mudar o tipo de maçaneta

Eu já fui daquelas que guardava com amor móveis de família por suas memórias afetivas e valor emocional inestimável. Quando fiquei noiva herdei um jogo de copa (mesa e balcão cristaleira) em estilo colonial alemão, feito na década de 1920, que era da minha falecida avó e por 15 anos foi o móvel de jantar da minha casa.

Carinho imenso, nem preciso contar. Amigos vinham nos visitar e ficavam bobos com a peça, mas chegou um dia em que aquela peça linda da Vó Gorda deixou e combinar comigo e de harmonizar com a decoração da casa.

Enfim, me desprendi, com gratidão e sensação do “dever cumprido”, doando-a para uma instituição de caridade de leiloa peças assim, arrecadando recursos para trabalhos sociais.

Foi assim que comecei a mudar a casa como um todo.

De lá para cá, se passaram cinco anos em que estou me sentindo livre para inventar as loucuras que eu sonho para os ambientes do lar. Criar moveis sempre foi um desejo meu e tenho feito alguns projetos neste sentido. Destes projetos, muitos ligados a reaproveitamento de peças, transformamos o tempo da mesa do escritório num painel para TV na sala.

Nosso painel feito com um tampo de mesa.

Ficou bonito, gostamos demais, mas menos de 1 ano depois, eu resolvi mudar a TV de lugar porque a sala é grande, tem 15 janelas grandes (juro, é quase uma varanda envidraçada em forma de sala conjugada com cozinha) e no inverno bate tanto sol que não dava para ver nada na telinha à tarde.

Quando compramos o apartamento, a cozinha tinha azulejos beges com desenhos de panelinhas. Recobrimos com uma tinta fantástica (Wandepoxy à base de água) que homogeneizou azulejos, metais e portas de armarios de madeira.

Eu poderia cobrir as janelas? Claro! Mas amo a vista que tenho para as torres da Av Paulista e para a Serra da Cantareira. Então resolvi mudar a TV para outro lado da sala onde o sol da manhã é que dá as graças, liberando os filhos para ver filmes ou jogar videogame na volta da aula.

Essa era a parede da entrada da casa que hoje acomoda também a TV.

Eu acho que ficou muito melhor na cor preta do que na clara! E você?

Ficou bom? Sim, mas eu me incomodei horrores com o painel “aparecendo” e resolvi camuflar tudo na parede. Mas sem quebra-quebra, usei a técnica da pintura de uma cor só, a mesma que fez minha geladeira grande “sumir” na cozinha. E tudo ficou pronto em um final de semana, acreditem!

O resultado está aí, na imagem: painel, porta e parede cobertos com tinta lousa preta (tinta a óleo fosca) que as crianças podem até brincar de customizar usando giz escolar.

🙂

Uma semana depois da nossa reforminha, recebi um release com 5 dicas para renovar os móveis antigos e divido com vocês, para inspirar mudanças por aí!

O primeiro passo é a escolha da cor que será utilizada. Antes de selecionar o tom desejado, leve em conta o estilo e as cores de móveis e objetos que já compõem o ambiente. Para decorações mais clássicas e com tonalidades neutras, o móvel pode ganhar cores que acompanhem a mesma paleta. Não se esqueça de relacionar os tons com o tamanho do móvel: tons claros para suavizá-los e escuros como contrapesos. É importante definir também se há intenção de camuflá-lo ou destacá-lo no espaço.

Uma cômoda vermelho Ferrari fica linda no meio da sala, mas chama atenção o tempo todo. Uma parede toda da mesma cor uniformiza e, como provei aqui em casa, até a cor mais escura (preto) aumenta o ambiente se for bem uniforme.

Se o estilo do ambiente for mais descontraído e com cores vibrantes, a dica é destacar o móvel com uma cor viva. A escolha desta cor pode ser uma variação de algum elemento já existente no espaço ou pode estar contido em alguma estampa de almofada, tapete ou quadro, por exemplo.

Caso você precise de uma ajudinha extra para selecionar o tom, acesse um aplicativo para ver as possíveis cores, como o da Suvinil ou da Coral.

(indico os dois porque são as marcas que usamos por aqui e consideramos com bom rendimento e preço justo para o resultado)

Passo a passo:

1. Escolha da tinta: o tipo de tinta adequada para madeiras e metais é o Esmalte.

2. Defina a opção de acabamento desejado:

· Acetinado: toque acetinado e requintado, brilho suave e alta resistência a limpeza.

· Brilhante: toque liso e alto brilho, altíssima resistência a limpeza

· Fosco: sensação de toque seco. Ajuda a disfarçar imperfeições e irregularidades da superfície.

3. Preparação: forre o chão com jornal ou uma lona para não sujar. Para o esmalte base água, tenha em mãos um pano úmido, caso respingue fora do forro você conseguirá limpar facilmente. Para a tinta base solvente use aguarrás.

4. Pré-pintura: lixe levemente a superfície da madeira até eliminar o brilho, limpe o pó com um pano úmido e espere secar.

5. Pintura: siga as instruções da embalagem do produto. Aplique uma ou duas demãos de tinta com intervalo de 4 horas entre elas. Finalize com o esmalte na cor desejada, aplicando uma ou duas demãos com intervalo de 4 a 8 horas, dependendo da especificidade do produto.

Quer saber o que é tendência para fazer aí? Veja neste update.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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