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Confesso: desde que vi os cartazes do filme Os meninos que enganavam nazistas, me segurei para ver porque (1) temia me emocionar demais e (2) fiquei na dúvida sobre ler o livro antes ou depois ele ver o filme.

Nem tive tempo para pensar muito, logo o filme, que surpreende por ser uma autobiografia – embora lembre um filme de aventura! – saiu dos cinemas.

Felizmente quando a gente é ligado nas novidades de #cinemaemcasa, tem jeito para tudo.

A versão de Christian Duguay (Un Sac De Billes), para a história dos irmãos judeus Maurice (Batyste Fleurial) e Joseph (Dorian Le Clech) que embarcam numa aventura para fugir dos nazistas durante a ocupação na França e não desistem de reunir a família de novo já está nos serviços de streaming.

O filme está disponível no Now (R$11,90), Vivo Play (R$ 11,90), Google Play (Compra R$ 29,90 Aluguel R$9,90) e iTunes (Compra US$6.99 Aluguel US$2.99).

E também está na nossa videoteca do iTunes 🙂

Foi curioso assistir com meus filhos reunidos. O de 15 anos, chegado em aventuras históricas (com 5 anos citava O último samurai e Gladiador como filmes favoritos!) e excelente aluno de Filosofia e História, gostou demais. Creio que ele se identificou na relação de grande amizade e parceria dos irmãos, pois quando o irmão mais velho chegou em casa (perto dos 18 anos os filhos nunca ficam muito tempo com a família!), conversaram muito sobre as desventuras, os truques e as passagens reais da trama.

A caçula, de 4 anos, nos surpreendeu assistindo o filme todo, dando muitos palpites sobre os eventos e sugerindo soluções para os impasses dos meninos judeus.

Apesar das desventuras, a família retratada é muito afetuosa e bons valores permeiam o filme, o que faz bem até para crianças. Enfim, foi definitivamente um programa de família muito gostoso!

🙂

Sobre o filme:

Os meninos são irmãos da família Joffo, judeus que vivem na França em uma época onde os nazistas ocuparam algumas regiões desse país, tornando a vida dessas pessoas um inferno doloroso. Seguindo um plano mirabolante feito por seu pai, o barbeiro para uma região neutra, imaginando que lá a família poderia se reunir novamente.

Passando várias situações de risco e contando com a ajuda de surpreendentes personagens que aparecem na trajetória dos irmãos, os dois precisam unir forças e juntos enfrentar todos os inúmeros obstáculos que vão ter pela frente.

Claro que parte da história está no valor da amizade entre os irmãos. Ambos enfrentam situações extremas na luta pela sobrevivência em situações muito adversas. E fica uma lição dupla: das escolhas difíceis que precisam tomar para proteger a todos na família e da figura emblemática do pais, que vê seu mundo desabar com as ameaças que recebe, sem perder a ternura e o carinho pelos seus filhos. Li vários elogios merecidos a atuação do ator argelino Patrick Bruel, que interpreta o pai dos meninos, o barbeiro Roman.

Sobre o livro: Segundo Douglas Eralldo, do Listas Literarias, “é uma leitura carregada de emoção, adrenalina, mas acima de tudo uma jornada em busca de algo que talvez nunca nos será clara que é compreender como a humanidade é capaz de praticar tantos atos tenebrosos como os que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial”.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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