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Eu sou especializada em turismo, adoro escrever roteiros de viagem e dar dicas de destinos para amigos, dito isso, é fácil entender a minha fascinação por guias e documentários sobre outros países e culturas. Mesmo quando esses lugares são apenas “imaginários” ou livremente inspirados em locais reais. É assim com “As cidades invisíveis” de Ítalo Calvino e, mais recentemente, com Operação Big Hero. Sim, o novo desenho da Disney, que diverte as crianças, mas também cala fundo no coração de pessoas das mais diversas idades. Em especial daquelas que, como eu, se divertem viajando, não só por cidades, mas pelos sentimentos que nos fazem tão humanos.

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A história toda se passa em San Fransokyo, uma mistura de San Francisco com Tóquio. Eu só estive na primeira e posso assegurar: a “alma” de Sanfran, para os íntimos, está em vários detalhes, que vão além da Golden Gate oriental, como no perfil dos personagens, naturebas, extremamente “friendly”, com espírito livre e questionador. Sim, sou completamente apaixonada por esse pedacinho da Califórnia e por aqueles que lá vivem. Minha amiga Sam, a autora desse blog, que já morou em Tóquio, também elogiou a parte made in Japan da ambientação, em seu post no Disney Babble. Ou seja, o cenário é sim parte importante e encantadora da animação.

Hiro, o personagem principal, é um desses meninos prodígios, que fariam sucesso no Vale do Silicio, mas prefere “brincar de apostar” seu talento em brigas de robô – uma versão moderna das ilegais brigas de galo. Seu irmão, Tadashi, que também leva jeito para a robótica, tenta reverter isso, levando o caçula para conhecer sua universidade, turma de amigos e… O fofíssimo Baymax, robô que lembra o bonequinho da Michelin, sim, aquele dos pneus e guia gastronômico, e que, a princípio, seria um agente de saúde moderníssimo.

BIG HERO 6

É aqui que eu paro, para não dar spoiler sobre a aventura que vem a seguir e que discute as leis a robótica – do Isaac Asimov, lembra? -, e das relações humanas também. Tudo de uma forma divertida e leve, mas sem ser raso ou chato, muito pelo contrário, o filme é engraçado e inspirado em quadrinhos da Marvel, ou seja, tem várias cenas visualmente ricas e cheias de detalhes bacanas. Para ver uma, duas, três vezes…

Acho injustas as análises sexistas que foram feitas sobre Big Hero,  que o classificam como um “Frozen para meninos”, por tratar do amor fraternal.  O filme, definitivamente, encanta independente do gênero do espectador e trata de questões universais, como o perdão. Que tal aproveitar que os cinemas tendem a ficar mais tranquilos nessas próximas semanas e assistir a animação mais bonita desse Natal? Sim, o filme estreou hoje e é um presentão para crianças, adolescentes, adultos… Boa viagem à San Fransokyo! 🙂

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(Agradeço ao pessoal da Disney pelo convite para a cabine do filme e a Sam pelo convite para escrever este post)

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@talitaribeiro

Apaixonada por palavras e viagens, gestora em formação, jornalista não praticante, esposa, amiga, prima-irmã, filha, neta, futura tia e mãe.

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