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O #cinemaemcasa desse domingo foi com Giorgio e me fez lembrar de uma lista de livros que meu professor de faculdade Cristovão Tezza nos deu para trabalhar e que trazia 100 obras essenciais da literatura mundial – o mínimo de cultura que um “comunicador” deveria ter, sabem?

O apanhador nos campos de centeio era um deles porque Tezza, babyboomer como era, autor de livros “libertários” também, devia ter se identificado com o herói Holden e tinha lá muito do jeito fechadão de JD Salinger.

Foi ótimo ver “Uma Jornada Inesquecível” com meu filho #aos15. Adoro a percepção do Giorgio sobre as coisas, a inteligência emocional que o caracteriza desde a mais tenra idade, a inocência e o senso de justiça e correção que fazem a gente ter fé na humanidade, além de sentir constrangimento com algumas percepções que “adultos adoecidos pela sociedade doente” sentem.

E o filme de 2015, citado por alguns como a mais honesta adaptação da obra que inspira adolescentes desde 1951, traz exatamente esse sentimento de volta, uma pureza de sentimentos, de iniciativas, de anseios, de culpa e de descobertas.

Uma única observação de faz necessária: o longa, de produção quase singela (poucos cenários, efeitos mínimos e fotografia bucólica) é lento e quase uma homenagem às obras da época em que se passa, 1966.

O resto segue o livro: uma crítica aí vazio da sociedade de consumo, das aparências, da indiferença dos adultos aos momentos individuais dos jovens e uma singela homenagem ao amor, fraternal e romântico.

Do elenco:

Alex Wolff interpreta Jamie Schwartz, Stefania Owen é Deedee e Chris Cooper é J.D. Salinger.

Sobre o livro:

Narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, um jovem de dezessete anos vindo de uma família abastada de Nova Iorque. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, o Colégio Pencey, volta para casa mais cedo no inverno, depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso da escola. No regresso para casa, decide fazer um périplo, adiando, assim, o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassando sua peculiar visão de mundo e tentando definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si, como um professor, uma antiga namorada, sua irmãzinha, e, junto a eles, tenta explicar e inclusive entender a confusão que passa pela sua cabeça.

Curiosidades sobre como a obra de J. D . Salinger influenciou gerações:

⁃ Segundo testemunho do próprio Mark David Chapman, assassino de Lennon, ele estava lendo O Apanhador no Campo de Centeio minutos antes de tentar o suicídio e da obra teria tirado inspiração para matar o Beatle.

⁃ O atirador que tentou matar Ronald Reagan em 30 de abril de 1981 afirmou que também teria tirado do mesmo livro a inspiração para matar o presidente.

⁃ No filme Teoria da Conspiração, Mel Gibson faz o papel de um motorista de taxi psicótico que acha que todos estão contra ele, e que possui uma compulsão, comprar diariamente um volume de O Apanhador no Campo de Centeio, guardando milhares de exemplares em casa.

⁃ Na 1º saga do famoso animê “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex” há uma referência à obra de Salinger, onde o vilão da saga é um super-hacker que se autodenomina “Laughing Man” (tradução: Homem Risonho), com habilidades sobre-humanas (em relação a ‘informática’), sendo o refrão utilizado “I thought what I’d do was, I’d pretend I was one of those deaf-mutes” é extraído de The Catcher in the Rye.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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