Uma cidade inteira gerando riqueza sem sair de casa

Neste domingo vi dados que davam conta de que “São Paulo tem uma cidade inteira gerando riqueza sem sair de casa“. Esta multidão – segundo o último Censo, 1,5 milhão de paulistanos ou 27% dos que têm emprego – têm em comum o fato de trabalharem no mesmo local onde vivem. Os dados fazem parte da série 96xSP, que traz reportagens sobre temas como migração e deslocamento nos 96 distritos da capital paulista.

Segundo li, os números mostram que há basicamente três perfis de pessoas que trabalham no mesmo local onde vivem: os empregados domésticos (que moram na casa onde trabalham), os profissionais liberais (que normalmente têm curso superior e trabalham fazendo serviços esporádicos, como advogados, consultores ou artistas) e os proprietários de bares, vendas e restaurantes em bairros de menor renda (que moram no mesmo imóvel onde funciona o comércio).

Seja qual for a configuração, há uma unanimidade: trabalhar em casa ajuda a criar empregos perto de áreas residenciais, o que reduz engarrafamentos e estimula o comércio local.

20130603-164947.jpg

Leia também: Greve no metrô reforça o valor do teletrabalho como opção para as grandes cidades e Pensando seriamente em home office e teletrabalho.

 

Por uma década eu fiz parte do grupo crescente de brasileiros que encararam o home office como uma alternativa que virou definitiva. Fiquei 2 anos trabalhando do escritório e agora tive bebê e, em apenas 2 meses em casa, já percebi que estou voltando a me sentir mais confortável no teletrabalho.

Adotei o escritório em casa porque era correspondente de revistas estrangeiras e meu espaço era a “redação remota”, depois virou o QG do blog e assim pude me manter perto dos meus filhos mais velhos. Com a mais nova, que nasceu em abril, noto que as facilidades dos dispositivos móveis são significativas para me deixar “sem geolocalização” e ao mesmo tempo produtiva quando e onde quero.

O desafio hoje é saber quando desconectar e viver a vida pessoal. E como falei hoje no papo que surgiu num post do @movebla, a questão agora é outra: se usar o smartphone em reuniões é gafe, como se classifica a reunião pelo smartphone?

Como foi no teletrabalho em 2000 e no skype em 2003, faço parte destes “vanguardistas” que fazem reunião no whatsapp!

😉

Leia também:5 dicas para ser produtiva trabalhando em casa e Trabalhar em casa é realmente sustentável?

P.S. Tem dezenas de posts sobre teletrabalho nestes 8 anos de A Vida Como A Vida Quer. Confira a lista neste link.

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook