cidadania / educação

O bullying escolar tem sido um tema frequente aqui porque vivi a situação como mãe e, justiça seja feita, desde criança eu luto contra estas pequenas injustiças na escola. Neste contexto pessoal é que a notícia do falecimento de D.M.N., menino de apenas 10 anos que se suicidou após atirar contra a professora na melhor escola pública de São Caetano do Sul (Grande São Paulo), me deixou muito entristecida. A questão é que a polícia admite que investiga se o menino era vítima de bullying.

Aluno de 10 anos atira em professora e se mata em escola em SP. Crédito da foto: reprodução do site da Folha.com

É mais do que momento de admitirmos que há sim agressão verbal e física nas escolas brasileiras e que o bullying acontece e precisa ser observado e acompanhado numa parceria da escola e dos pais. Não somos (se é que fomos de fato) o país do homem cordial… Como reagiremos, cada um de nós, para não sermos o país da violência?

Hoje pela manhã, no meio da leitura dos jornais digitais, vi uma entrevista com a psicóloga Ângela Soligo, da Faculdade de Educação da Unicamp, que defende que escolas devam mudar de atitude diante de situações de conflito. Reproduzo abaixo os argumentos e deixo o assunto em aberto para conversarmos:

Folha – O caso de ontem deve ser tratado como isolado ou mostra serem necessárias mudanças nas escolas?
Ângela Soligo – Casos extremos estão se repetindo. As escolas precisam se perguntar: por que somos palco dessas situações? Já deveria ter acendido a luz amarela para escolas, gestores e pesquisadores.
Tanto essas situações quanto as avaliações educacionais mostram que as escolas têm sido palco de frustrações, principalmente as públicas.
Muitas vezes, a vítima se sente desprotegida, como se ninguém se importasse com ela. A escola tende a silenciar diante de casos de conflito.

O que fazer agora na escola de São Caetano?
Primeiro, as crianças devem ficar em casa uns três ou quatro dias, para viverem o trauma.
Depois, precisarão ter oportunidade de conversar sobre seus medos, suas dúvidas. Claro que os professores não terão respostas para tudo. Mas deve-se ao menos deixar os alunos se expressarem.
Os próprios professores podem mostrar que também têm medos, que é algo normal.”

P.S. Como no caso da escola carioca, pede-se que os professores acalmem os alunos. Eu me pergunto: quem tranquilizará os professores e os fará sentirem segurança no espaço escolar? Não é também nosso papel zelar para que estes profissionais, de cuja tranquilidade e “sanidade” depende parte da educação das nossas crianças, sintam-se seguros para atuar em seu ambiente de trabalho? Como as instituições oferecerão um apoio holístico que compreenda os três pilares das escolas, alunos, professores e pais? É realmente #PraPensar

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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