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Um levantamento racial das escolas particulares americanas vi duas argumentações que me surpreenderam: a explicação da força deste tipo de escola no sul (usadas para manter a segregação quando finalmente ela foi legalmente extinta) e a cobrança de direitos democráticos no modelo de ingresso dos alunos bolsistas que contam com ajuda do governo. O primeiro me mostra porque, apesar de tudo, somos um pouco melhores. O segundo, o quanto nos falta para saber controlar os gastos públicos.

Num levantamento racial das escolas particulares americanas vi duas argumentações que me surpreenderam: a explicação da força deste tipo de escola no sul (usadas para manter a segregação quando finalmente ela foi legalmente extinta) e a cobrança de direitos democráticos no modelo de ingresso dos alunos bolsistas que contam com ajuda do governo.

Southern Education Foundation

O primeiro me mostra porque, apesar de tudo, somos um pouco melhores. O segundo, o quanto nos falta para saber controlar os gastos públicos.

Não tenho um levantamento brasileiro em mãos, mas achei um panorama interessante da universidade que frequentei e onde me formei em jornalismo quando as cotas raciais eram um debate distante e um sonho quase impossível.

Só em 2005 a UFPR adotou uma política própria de cotas, atendendo a resolução 37/04 do Conselho Universitário que estabeleceu que 20% das vagas do vestibular seriam reservadas para negros (pretos e pardos, segundo a classificação do IBGE) e outros 20% para alunos oriundos de escolas públicas. A partir de 2013, a universidade passa a adotar a Lei de Cotas nacional, cuja efetivação (50% das vagas) será concluída no vestibular deste ano. Por esta regra, são beneficiários apenas estudantes de escolas públicas, sendo que parte das vagas são para estudantes negros, de acordo com a porcentagem que esta população representa naquele estado, de acordo com o Censo do IBGE. Além disso, metade das vagas (tanto gerais de escolas públicas, quanto de estudantes pretos e pardos) é reservada àqueles cujas famílias ganham até 1,5 salário mínimo por pessoa. Atualmente, cerca de 16% do total de vagas da UFPR é reservado para os cotistas raciais.

O que isso significa de verdade?

O crescimento do número de estudantes negros aprovados no vestibular da UFPR não foi uniforme ao longo dos anos. Após um boom no primeiro anos das cotas – quando 20% dos aprovados no vestibular foram negros – o mesmo não se repetiu nos anos seguintes, quando a média variou entre 14% e 16%.

Negros UFPR.pdf

Claro que meu estado natal é atípico, deve ter mais “amarelos” como eu do que negros por lá. Mas é uma amostra do jeito como as discutidas cotas estão funcionando na prática no Brasil.

Você tem mais dados? Como é no seu estado?

Conte pra gente!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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