Um domingo em BH: Afonso Pena, Feira Hippie e Mineirão

Quando escolhemos hotel para ficar numa cidade, buscamos algo central para poder caminhar e realmente conhecer tudo com calma.

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Em BH decidimos ficar na Afonso Pena, uma das principais avenidas da cidade de Belo Horizonte, próxima de muitos locais históricos e com praças e parques ao alcance de uma caminhada.

É curioso ver a grande riqueza arquitetônica em estilos de diferentes épocas. Ao longo de seus 4,3 km encontram-se vários pontos históricos e culturais importantes, órgãos dos poderes públicos municipal, estadual e federal. Destacam-se o Cine-Teatro Brasil, o Café Nice, o Centro Cultural do Instituto Moreira Salles, o Edifício Acaiaca, o Othon Palace Hotel, a Igreja de São José, o prédio da Prefeitura Municipal, o Parque Municipal, o Teatro Francisco Nunes, o Palácio da Justiça Rodrigues Caldas, o Edifício Automóvel Clube, o antigo Conservatório da Universidade Federal de Minas Gerais, o Palácio das Artes e a Bolsa de Valores Minas-Espírito Santo-Bahia.

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Aos domingos, a área compreendida entre as ruas dos Guajajaras e da Bahia abriga a Feira de Artes e Artesanato. É claro que foi lá que passamos boa parte do nosso domingo em BH, pois eu AMO feirinha e morria de curiosidade com esta que abriga mais de 3 mil expositores/artesãos.

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Gostei do passeio e recomendo.

Mas a grande surpresa para mim foi o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, que fica ao lado da feira, em frente aos prédios públicos importantes e com surpreendentes 180.000 m² de área cercada – e com guaritas em todas as entradas!

Brincamos muito lá com Manu, fugindo do sol forte da hora do almoço sob a proteção de árvores enormes. Manu também se divertiu vendo patinhos na lagoa, que faz parte do espaço.

Entendi que é o principal parque da área central de Belo Horizonte e um oásis em plena cidade.

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Fui pesquisar para saber como conseguiram preservar uma área tão grande que abriga até o Teatro Francisco Nunes, palco de grandes peças.

Em março de 1894, a comissão construtora que se instalou em Belo Horizonte, sob a coordenação do engenheiro Aarão Reis, incluiu a decisão de transformar a chácara de Guilherme Ricardo Vaz de Mello em área de lazer para a população, dando origem ao Parque Municipal. O projeto inicial foi elaborado pelo arquiteto-jardineiro Paul Villon, natural da França e aluno do naturalista também francês Glaziou, responsável pelo Jardim-Parque da Aclamação, no Rio de Janeiro.

Fundado em 26 de setembro de 1897, na época da construção da nova capital, foi reestruturado em 1992, através da Administração Regional Centro-Sul, em convênio firmado com a Companhia Vale do Rio Doce, sendo que algumas obras ainda ficaram por ser concluídas (complementação do orquidário, etc).

O passeio de domingo teve parada para comer comida de boteco (Mixidão, Gamela do Tio e Polenta Mineira, como contei no Conversas de Cozinha) e terminou no Mineirão.

Não vimos jogo e o estádio estava fechado, mas a vista do espaço (uma Nova Roosevelt, área toda cimentada para andar de bicicleta, patinete, skate e patins) valeu o final da tarde.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.