bem estar / destaque

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Numa tarde dessas sai com uma amiga e a filha, de 12 anos, para comprar presente para o Dia dos Professores. Na saída Nicoly falou: preciso comprar filtro solar porque a professora de educação física não deixa a gente na área coberta.

Essa percepção do cuidado com a pele, mesmo quando se está na escola e de manhã, é um avanço que esta turma tem em relação à geração dos pais e avós. E certamente trará benefícios concretos para a saúde – e espero que também nos ensine, por osmose (na convivência), a tomar os mesmos cuidados!

Pensei neste cuidado com mais atenção nos últimos dias porque o o horário de verão acaba convidando a gente a sair mais de casa. E também nos confunde um pouco quanto ao calor e à intensidade do sol que vamos pegar ao sair de casa, pois o corpo demora para se ajustar ao horário artificial, né?

O fato é que, apesar de alguns problemas de adaptação, muitas pessoas aproveitam a oportunidade para curtir mais a vida, devido ao dias serem mais longos pelo adiantamento do relógio. Isso inclui idas mais frequentes a clubes, praias e restaurantes ao ar livre.

Apesar de superrecomendada por dermatologistas durante o ano todo, a exposição solar deve ser cercada de cautela entre 10h e 17h, E no verão é superimportante reforçar essa necessidade porque é um período em que a população fica ainda mais exposta aos raios UVB, que deixa a pele vermelha, podendo aumentar o índice de queimaduras e também o risco de câncer de pele.

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Segundo a coordenadora do departamento de Cosmiatria da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro. Mônica Azulay, é neste período que o filtro solar deve estar sempre com a gente.

“O uso diário do filtro solar é importantíssimo para garantir os cuidados com a saúde da pele. Ele deve ser um amigo fiel durante o ano todo e principalmente no verão. Para melhor eficácia e absorção, o indicado é passá-lo com pelo menos 15 minutos antes da exposição ao sol, no corpo todo, antes de vestir a roupa. O produto precisa ser reaplicado depois de uma hora e meia, pois é o período de proteção de uma camada de filtro.”

Mas olha, gente, nem para gente de pele morena como eu o filtro solar não vira um passaporte para a exposição indiscriminada ao sol. Não é porque você passou um bom filtro solar que você pode ficar exposta ao sol horas após horas e que isso não causará danos a sua saúde.

E como escolher o filtro solar?

A dermatologista Mônica Azulay faz um alerta: é um erro considerar somente o número do fator de proteção solar (FPS) na hora de optar por um produto em detrimento a outro.

Veja algumas dicas super práticas para se proteger do sol neste verão:

  • Não basta ter um FPS alto para ser um bom filtro. É importante que o filtro solar tenha também um amplo espectro e proteja tanto dos raios UVB quanto dos raios UVA.
  • Além do filtro, utilize roupas de algodão é essencial, pois retêm cerca de 90% das radiações UV, ao contrário dos tecidos sintéticos, como nylon, que retêm 30%.
  • Use chapéus com tecidos que possuem fator proteção e na praia prefira barracas de algodão ou lona.
  • Capriche nos óculos de sol. Muito mais do que estilo, os óculos de sol previnem cataratas e lesões na córnea.

Quer saber ainda mais?

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O aplicativo UV – Ultravioleta, desevolvido por Elton Nallbati, mede a radiação na sua região. O aplicativo detecta a sua localização geográfica e com base nestes dados, o display mostrará o nome do local eo valor da radiação UV, indicando recomendações também para o nível de protecção exigido, com dados fornecidos pela wunderground.com.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro lançou recentemente para dispositivos Android (e em testes para iOS) o aplicativo “Proteção UV”. A ferramenta gratuita oferece diariamente a cada usuário informações específicas de como se deve se proteger dos raios solares de acordo com a condição climática do dia, trazendo o índice ultravioleta do ambiente e combinar estes dados com informações sobre o tom de pele do usuário, indicando qual a fotoproteção necessária para aquele dia e momento.


Comments

  1. daniela calcia Says: outubro 27, 2015 at 11:48 am

    Há mais de 20 anos meu dermatologista já havia me alertado sobre a pouca diferença entre o fator 4 e o 60. Aqui no RJ tá muito quente e a dica da camiseta, óculos e boné é muito boa, só o protetor não tá resolvendo, mesmo qdo fico embaixo da barraca passo mal, porque o calor queima também, por isso tenho evitado praia.

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