Twitter, escritores e Digestivo Cultural

“A utilização do Twitter é uma besteira. O que é que eu tô fazendo agora, né? ‘Acabei de pentear o cabelo. Agora, vou ligar a televisão.’ E todo mundo fica acompanhando isso… Tentando saber o que é que tá acontecendo. Eu acho inútil. E aí, nesses casos, eu tenho mesmo aversão.”

Artur Xexéo não precisava ter disto isso, mas enfim, ele falou.

Xexéo, na CBN. (Foto de Cora Rónai)

Embora eu sempre ouça suas intervenções na CBN, fiquei sabendo pelo Digestivo Cultural. Não muda nada para mim, mas, convenhamos, foi desnecessário. Como me respondeu @ericmessa quando eu tuitei sobre o tema, Xexéo certamente segue pessoas erradas.

😉

No Digestivo tinha também outro artigo do qual gostei. Marcelo Spalding dizia que queria Um Twitter só para escritores. E na verdade confidenciando que ele queria um IMDB, aquele catálogo online bárbaro de cinema,

“com livros, todos os títulos do mundo, organizados por título, autor, sinopse, ano de publicação, língua original, traduções… O sistema já teria até nome: Biblioteca de Babel, em homenagem a Borges. E ele, sim, teria informação sobre todos os livros; acessando Stern chegaríamos em Machado, e dele em Eça de Queirós, e de Eça em Saramago, e as teias que formam qualquer arte ficariam ali, escancaradas para o deleite dos leitores e aprendizes.
Outro sistema que invejo um pouco, menos que o IMDB mas o bastante para querer tempo e dinheiro para inventar algo semelhante voltado para a literatura, é o MySpace. Imagine um MyBooks? Mas nele não poderiam estar só os chatos que usam a internet como gaveta e abarrotam nossa grande rede, era preciso que os grandes escritores vivos aderissem ao MyBooks, que seria agregado a uma espécie de Twitter literário, e lá os autores postariam as novidades dos seus trabalhos, avisariam sobre eventos dos quais participariam, e por aí vai.”

Será que demora muito para conseguirmos isso?

P.S. Vale ler também a resenha de SEM e SEO – Dominando o Marketing de Busca, de Martha Gabriel por Júlio Dário Borges.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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