Quando a TV chega ao Facebook

fanpage da rede globo no facebook

Lá, nos primórdios das novas mídias, nós, os dinossauros saídos da velha mídia, dizíamos brincando que quando as grandes empresas descobrissem a internet não teria lugar para mais ninguém. Não sei mais se seria bem assim porque vejo que hoje o consumidor já incorporou a participação de novos colunistas (nós, os blogueiros) no seu cotidiano – e vejo que não foi a chegada dos grandes grupos de cinema e música que tiraram a vez e a força dos blogs de seriados e TV, por exemplo.

Mas quando uma Rede Globo chega ao Facebook, tendo esperado tanto para esta inserção, a gente vê que as coisas vão mudar. E se o faz às vésperas do início do seu reality show mais famoso, mais ainda.

Desde segunda, dia 02/01, a página da emissora no Facebook atualiza o telespectador internauta das estreias, abrindo espaço para interatividade e comentários sobre a programação. Um guia ao vivo e gratuito, de acesso cada vez mais fácil e móvel, que vai mudar a relação de muitos dos fiéis “consumidores” dos produtos da emissora e que estão cada vez mais conectados.

Estou falando de mim, de você, mas também dos nossos pais e avós que, cada dia mais, estão no Facebook e Twitter, brincando com seus notebooks e smartphones – neste Natal quantos pais e avós ganharam estes brinquedinhos dos seus filhos e netos?

Este público é o que os espaços das tevês nas redes sociais quer conquistar e agradar agora, com um mural no qual é possível acompanhar as novidades, ver fotos e participar de enquetes e outras brincadeiras. Para muitos – alguns que adoravam as interações por telefone e SMS com seus programas favoritos – esta é a chance de realmente participar e assumir a postura ativa e, como se diz no sul, “opiniática”, que é característica nossa.

Não chegamos ao ponto que se considerava antes da “bolha da internet”, na virada do milênio, quando especialistas como George Gilder e Nicholas Negroponte sugeriam até um sumiço desta mídia, mas estamos caminhando para uma nova experiência de consumo de cultura. Creio nas palavras dele (em A Vida Digital) de que “as forças combinadas da tecnologia e da natureza humana acabarão por impor a pluralidade com muito mais vigor do que quaisquer leis que o Congresso possa inventar“.

E você, o que pensa quando vê a TV surgindo com força nas suas mídias mais pessoais, como o Twitter, Facebook e os aplicativos de smartphone e tablets? Adere imediatamente, curtindo a página, ou fica ressabiado e evita misturar os mundos?

Neste mundo digital no qual já descobrimos que as novas mídias não substituem as antigas, estaremos dispostos a interagir de forma cada vez mais complexas com todas as mídias que consumimos?

Tenho algumas ideias sobre as minhas respostas, mas quero muito ouvir você antes! Comente aí!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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