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Sempre falo da minha boloterapia (e posto muitas dicas no @conversasdecozinha), mas a outra coisa que eu faço com gosto em casa e que deixa muita gente assustada é passar roupas. Cuidar de roupas, no geral, me faz bem, tanto que costuro e quando posso separo pessoalmente as roupas para lavar ou para pendurar no varal. Cada etapa faz diferença nos cuidados e eu confesso que nem sempre acho que minha ajudante faz isso tão bem!

(risos)

Meu marido faz um pouco de piada comigo por eu ser descendente de japoneses, imigrantes que especializaram em tinturarias na cidade de São Paulo. Tem até uma canção bem popular da Dupla Ouro e Prata que dizia:

“Tem roupa, pá ravá ?
Não, não sinhor,
Tem carça, pá paçá ?
Não, não sinhor,
Camisa pá engomá ?
Não, não sinhor,
Tem mancha, pá tirá ?
Não, não sinhor.”

Bem paulistano, né? Pois eu repensei e revi muitas coisas ligadas ao meu carinho com as roupas bem passadinhas e também a essa São Paulo antiga que recebeu meus avós japoneses (e onde meu outro avô filho de alemães fez faculdade) quando visitei a linha de produção de ferros de outro clássico desta cidade: a Arno.

A fábrica fica aqui na minha querida Mooca e eu vejo ao longe da minha janela da cozinha. Tinha curiosidade para saber como aquele parque industrial resistia no meio da cidade, pois o que uma vez deveria ser distante, hoje é quase o centro da cidade, né? Para quem não sabe, a fábrica fica à beira da Avenida do Estado, famoso caminho (e congestionamento) que faz a chegada da Rodovia Anchieta aos bairros centrais como a Liberdade e a região da Sé.

No meio disso tudo, tive a surpresa de encontrar uma área industrial calma, organizadíssima e muito limpa. Os operários são muito bem cuidados no que diz respeito à ergonometria e segurança no trabalho, a tal ponto que a linha de produção normal conta com pessoas com dificuldade de audição (surdez avançada) e até tem um funcionário com deficiência visual. É realmente impressionante.

São três áreas no mesmo galpão que produz um ferro a cada 19 segundos!

visita a fabrica da arno para ver ferros de passar roupa

A primeira faz a base do ferro, que é a caldeira onde a gaia entra, aquece e forma o vapor. Quem já tentou abrir um ferro para consertar sabe que são três peças metálicas (com uma resistência que circunda a peça garantindo a geração do calor) que, encaixadas, fazem a base do ferro que terá contado com a roupa. Eu sempre uso ferros da Arno porque eles têm uma qualidade excepcional numa coisa: não grudam na roupa e por isso nunca precisei limpar a base do meu ferro. Descobri vendo o processo produtivo que a adição de produtos químicos são o segredo do negócio e garantem que a água se transforme em vapor na medida certa – e sem contato manual, nada prejudica nem os operários, pois é tudo automatizado, sem contato humano e garante que todos o cantinhos recebam o “banho químico”. Há ainda na sequência um silicone (lembram-se que se faz até formas de bolo de silicone? Ele e super resistente ao calor!) que faz a adesão das três peças, inclusive aquela “sola” que tem o maior poder de deslizamento do mercado.

injetora platico fabrica da arno

Na sequência da confecção de um bom ferro, acontece a injeção de peças plásticas. Neste ponto o processo é praticamente automatizado, garantind que cada peça plástica fique pronta em apenas 40 segundos. O processo de injeção é a mistura do plástico em estado bruto (grânulos) com a tinta (na Arno, são 4 cores as usadas neste produto), resultando numa massa plástica pronta que vai para a máquina que molda a carcaça do ferro, que também é um só para todos os modelos. A peça sai da injetora de uma cor só, recebendo uma adesivação de outra cor para registrar detalhes como marca e modelo.

fabrica da arno

Por fim, a montagem. Esse trecho foi onde vi o primeiro operário com deficiência auditiva trabalhando super compenetrado. Ele estava na montagem da peça, e na sequência suas colegas faziam a “calibração” que garante a qualidade dos ferros e a segurança de que todas peças terão as mesmas características operacionais finais. Fiquei ouvindo algumas instruções dos nossos anfitriões e vi vários testes de calibragem e do funcionamento elétrico, teste de estanqueidade para garantir que não há vazamento de água e alguns itens realmente deixados de lado. Sem dó, pois a segurança vale mais. E a satisfação do cliente também, pois ele (nós?) é que recomenda e faz a propaganda boca-a-boca.

final da producao na arno

E olha, parece que não precisa, mas até o mercado de ferros no Brasil anda balançado. A fatia não é desprezível, pois os ferros movimentam meio milhão de reais por ano (a Arno é líder com 56%), mas teve queda de 10% neste ano.

Felizmente eles se reciclam. Fizeram recentemente uma pesquisa quantitativa com mais de mil consumidoras e concluiram algumas coisas sobre as mulheres atuais que são óbvias, mas nem toda marca respeita: buscamos praticidade e queremos um excelente produto.

Falando especificamente de ferros de passar, queremos reunir durabilidade, bom deslizamento, nada de manchas por pingos ou gotejamento e cores vivas e design que combine com os produtos da casa. Já tem alguns anos que eu encontrei isso tudo na Arno e o ferro Arno Ultragliss que ganhei no dia do evento é uma versão mais moderna do que na verdade eu já usava e recomendava.

Tudo por uma roupa bem passadinha 🙂
Sueli Rutkowski faz uma palestra divertida e super prática com dicas para facilitar a vida cotidiana. Não só passar roupas, mas cuidar das peças e facilitar a administração da rotina.#maecomfilhos www.maecomfilhos.blog.br

Posted by Mãe Com Filhos on Terça, 20 de outubro de 2015

Teve aulinha de passar roupa e como é a tarefa doméstica que mais aprecio (podem jogar pedras, mas sou dessas!) eu também quis testar. Customizei uma ecobag e testei um novo modelo – que no final, as participantes ganharam! Eu já usava esse modelo de ferro da Arno e recomendava, agora vou testar as novidades do que desliga automaticamente quando fica sem uso. Bastou ficar parado que desliga em 30 segundos (se estiver deitado) ou em 8 minutos (se estiver em pé). Legal, né? Curti o dia na fábrica, a história da Sueli Rutkowiski (que deixou o trabalho para cuidar dos filhos e da casa, sendo chamada de louca 30 anos atrás e hoje tem um super negócio) e principalmente a tarde de papo com as amigas! #maecomfilhos #daquidali #arno #passafacilarno

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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