Três pontos para escolher um carro bom para bebês, crianças e grávidas

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Uma das questões que eu queria resolver para a chegada da Manu era encontrar um carro novo que atendesse bem a nossa necessidade de espaço, fosse econômico e seguro. Parece uma equação fácil de resolver, mas não é. Um exemplo: descobri que poucos carros fora do mercado de luxo estão à venda no Brasil com três cintos de três pontas no banco traseiro. E quando falo luxo me refiro a automóveis com preços acima de cem mil reais (o que nem é luxo de verdade para muitos).

Mesmo vendo os tradicionais carros de tiozão, sedans com conforto e itens de segurança não contam porque pressupõem que no meio do banco traseiro baixa-se um encosto de braço e um porta-copos, por exemplo. Minha preocupação com os três lugares com cinto de três pontas não é só por ter uma família grande, é com a segurança da pequena no bebê conforto. Segundo Alessandra Françóia, coordenadora da ONG Criança Segura, modelos de automóvel mais sofisticados (e mais caros) favorecem a colocação da cadeirinha de forma segura e eficaz, mas, como eu comprovei nas minhas buscas, nem todo carro caro tem o que a gente precisa para proteger os filhos. No caso, uma das minhas prioridades era achar um carro com cinto de três pontos no centro do banco traseiro, pois nesta posição a criança fica mais protegida de um impacto lateral, super comum na cidade. Outra prioridade era o Isofix, sistema que permite a instalação da cadeirinha de forma mais prática e segura, diretamente na carroceria do carro.

Dica da ONG Criança Segura:
Vale lembrar que de nada adianta adquirir um modelo caríssimo se ele não for bem instalado ou se a criança não for adequadamente posicionada. Em primeiro lugar, a cadeira não pode ficar “dançando” no banco. O cinto deve estar bem esticado – e uma dica prática é usar o peso de seu corpo, apoiando com o joelho, para tirar qualquer folga. Na hora de acomodar a criança, verifique se as tiras saem de cima (e não de trás dos ombros). Elas devem ter apenas um dedo de folga. Prenda o fecho e ouça um clique. Deu certo? Uma boa cadeirinha é aquela em que a criança não consegue soltar-se, mas o adulto precisa conseguir tirá-la em um clique, em geral aplicando uma força no fecho equivalente a 4 kg, o que não é nada fácil para um pequeno fazer sozinho.

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Encontramos uma alternativa boa e com preço pouco acima do nosso carro anterior, o que nos garantiu esta mudança com pouco investimento e a tempo para que eu dirija o carro um pouco, acostumando-me ao novo modelo maior, antes que a gestação avançada me impeça de dirigir no cotidiano.

Grávida ao volante, esta é outra equação interessante. Dizem que cada gestação é única e pode influenciar de diferentes maneiras o comportamento da motorista e eu concordo com isso. Mas alguns comportamentos são mais comuns, porque durante a gestação sintomas como aumento de sono, frequencia cardíaca, pressão, câimbra, fadiga, náuseas, vômito, irritabilidade, medos, ansiedade, distração, vulnerabilidade e ainda a alteração do humor podem ser frequentes. E como saber em que momento da gestação devemos parar de dirigir? O Código Brasileiro de Trânsito – que antes recomendava a direção apenas até o quinto mês de gestação – hoje deixa a responsabilidade nas mãos do médico e da motorista. Eu considero que quando sentimos que as reações falham, que as pernas já se ressentem e que a barriga incomoda, é hora de reduzir esta atividade.

Por garantia, outro cuidado que tivemos na escolha deste novo carro foi o voltante escamoteável. Em primeiro lugar porque eu e Gui temos tamanhos bem diferentes e aprendemos que estas regulagens no banco do motorista e na direção ajudam muito para garantir o conforto e a performance de quem está dirigindo – e, como trabalhamos juntos e a poucas quadras de casa, nós compartilhamos o uso do carro. Em segundo lugar pela gestação mesmo, pois permite regular a parte inferior acima da linha do ventre, evitando traumas para a mãe e para o bebê, numa eventual colisão.

E a colisão, puxa, este foi meu terceiro ponto para escolher o carro novo. Quem já passou por acidente, como eu, aprende a pensar demais na lataria do carro e nos itens de segurança. Como a gente estava pensando em optar por um dos novos modelos do mercado que ofereciam bagageiro bom como o nosso anterior (de mais de 450 litros), chequei os dados do Latin NCAP. Dá um certo medo, pois, em termos de segurança, os carros vendidos na América Latina são equivalentes aos modelos europeus de 20 anos atrás, mas é uma base de dados boa para a gente pelo menos eliminar alguns modelos que são mais baratos e a gente não sabia bem porquê. Neste artigo tem uma lista de alguns deles, vale ver.

E você, quais os critérios quando vai comprar um carro pensando no bem estar da família?

Você sabia? O Ministério da Saúde indica que os acidentes de carro são a terceira causa de mortes entre crianças de 0 a 9 anos. As cadeirinhas diminuem em 71% esse risco.
Veja no post
Cadeirinha no carro é item obrigatóriocomo escolher a cadeirinha ideal para cada idade.

Vale se informar, ver dicas para direção segura no transporte de crianças e não deixar de transportar nossas crianças com segurança mesmo que em trechos curtos. Afinal, criança só no banco de trás.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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