Três dicas literárias

“Ensinar a ler e a escrever, decifrar o código, é obrigação da escola. A família deve se interar da forma como a escola trabalha essas questões. Alfabetizar é um trabalho conjunto entre casa e escola. Escrever e ler é um caminho cultural, é produção e incorporação de culturas, não um processo de ordem científica… não nesse caso. Afinal, mais difícil do que produzir leituras e escritas culturais é desler o que as palavras querem dizer. Esse é o bom leitor e escritor, alguém que vá além do que dizem as palavras…”

Marcelo Cunha Bueno, em Para significar leitura e escrita

capa livro japonesinhos

Acostumei tanto a escrever às terças no blog do Desabafo de Mãe sobre cultura infantil e cidadania que não consigo me desvincilhar deste hábito. Toda terça fica materna e eu saio navegando em busca de novidades. Hoje vi três bem legais ligadas à literatura infantil:

Como eu, a Cristiane Rogério, do Ler para Crescer, não deu conta de contar tudo que saiu em comemoração ao centenário da imigração japonesa, mas separou uma obra linda para voltar à data. Japonesinhos (Ed. Peirópolis), da dupla Lalau e Laurabeatriz. Estão entre os favoritos do Enzo, que os descobriu com Bem Brasileirinhos (poesia para bichos brasileiros em vias de extinção, linda, com CD) da CosacNayfi. Neste, bichos típicos do Japão, para a garotada ir além das comemorações, sempre. 

Cristiane indicava o blog Labirintos do Sótão e entrevista de seu autor, Marcelo Maluf, para o site Cronópios sobre literatura infantil em O humor cruel das crianças. Dentre outras coisas, ele fala sobre o preconceito com a literatura infantil:

Sou a favor da literatura sem fronteiras para a criação e para a apreciação.

E sobre as diferenças entre a criança que lê e a que não lê:

A criança que lê também pode brincar na décima quinta dimensão, que é a do universo imaginário da ficção. Pode ter a experiência do sensível e do poético. Já a criança que não lê também pode tudo isso, pela possibilidade, mas não tem a chave facilitadora, que é o livro. O mesmo vale para os adultos.”

E Marcelo indicava o blog A Caixa Mágica e o trabalho da artista Claudia Cascarelli, que me causou empatia imediata por ser moquense. Pertencer à Moóca, este bairro italiano que parece uma cidade de inteiror e que me acolheu quando cheguei de Curitiba e eu sinto como lar, é o suficiente para me fazer sorrir. E o blog, apesar de novo, promete.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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