cidadania

Eu não sou louca por futebol, mas acompanho até com certa atenção por conta do Gui, que além de torcedor, é um cara antenado nos negócios deste universo. Eis que neste final de semana, assistindo a final da Copa América ser decidida sem a presença do Brasil, fui convidada por @nkouhomi para conhecer um movimento que acontece nas redes sociais intitulado #foraRicardoTeixeira (www.foraricardoteixeira.com.br).

Funciona só por Twitter e o tuitaço, marcado para esta quarta-feira, seria uma forma de mostrar a insatisfação da sociedade com a forma como a CBF tem sido administrada por este senhor há anos e, como disse o moço que me convidou, é um movimento “por um Brasil mais transparente.”

Acontece que eu também tinha lido o artigo de Guilherme Fiuza na Época, “Itaquerão, o Brasil começa a perder a Copa” e ele me compeliu a escrever sobre os tentáculos que esta Copa do Mundo no Brasil está desenvolvendo. Sinto-me asfixiada com a euforia de alguns e com a “festa do pijama” que se realiza com a abertura dos cofres, públicos ou privados, para os preparativos que deveríamos fazer para que este evento fosse bem sucedido. E a coisa não é só aqui, com o estádio feito às pressas no bairro da Zona Leste paulistana (como afirma Fiuza, por “apenas” 520 milhões de reais a mais do que custaria a caríssima obra de reforma do Morumbi, orçada em 300 milhões). Se não nos informamos diretamente (é lendo jornal todo dia que me assusto com os montantes liberados para as obras), mesmo assim não escapamos alienados. Até em filmes e seriados estadunidenses vê-se referências, sutis ou não, de uma corrida para “pegar” serviços aqui no Brasil, inclusive os de segurança, o que me faz crer que novas rebeliões e ataques surpreendentes nas cidades-sedes da Copa poderão se tornar comuns nos próximos anos, tudo para justificar novos investimentos repentinos, sem licitação, sem muita explicação, tudo para garantir que a Copa do Brasil seja um sucesso.

Se Fiuza diz que começamos a perder a Copa de goleada quando aceitamos pagar os impostos que são exigidos para ajudar nos financiamentos (do Governo, no BNDS), neste movimento #foraRicardoTeixeira eu chamo todos a pensar que estamos perdendo o Brasil porque não acompanhamos de fato o que é feito, satisfazemo-nos com as chamadas sensacionalistas dos jornais vespertinos sobre o caos paulistano ou com as notícias romantizadas divulgadas pelos jornais noturnos, sem de fato nos atermos à “teia” que constrói os processos decisórios do País e que não muda há muito tempo, independente da sigla que administra o Brasil.

P.S. Sobre o tema, boa leitura também é Copa pode expor realidade e prejudicar imagem do Brasil, diz criador de ranking.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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