Trabalho remoto é uma das soluções para as grandes cidades

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Reprodução de imagem do protesto de ciclistas na inauguração da Ponte Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira

Nesta manhã chuvosa ingressei num papo de @gpavoni e @ladyrasta sobre as questões do trânsito nas grandes cidades. Tudo começou na indicação da notícia Ciclovia de SP vira ‘corrida de obstáculos’ e num tuite de @gpavoni afirmando que “o problema do trânsito de SP é: muita gente + mesmo caminho + mesmo tempo. Precisa quebrar os 3 paradigmas. Ciclovias são outros caminhos.

Ele comentara anteriormente que usaria bicicleta como meio de transporte, uma prática que Gui e eu adotamos por dois anos quando morávamos no Japão, optando por ir de bicicleta até o metrô/trem e de lá seguir para o trabalho. A questão, como lembrou em outro tuite @ladyrasta, é que em São Paulo ainda não tem uma integração das linhas de transporte público que efetivamente auxilie quem quer fazer este caminho mais coletivo. Já tentei usar transporte público (tem posts sobre isso escritos em 2008 Metrô e CPTM em São Paulo e SP Trans e Google Maps) e comprovei que é inviável porque toma muito tempo, uma vez que precisamos viajar muito para chegar de um lugar a outro.

Moro na Mooca, no início da Zona Leste e quase no centro da cidade e raramente vou para o lado da cidade citado no debate e na matéria, mas acredito que duas coisas ajudariam a mudar esta realidade: o trabalho remoto (ou teletrabalho) feito em home office. E trabalhar em casa – como eu faço – não é passar o dia “trabalhando de pijama e olho remelado” que @zeoffline brincando citou como sonho de consumo, é na verdade ganhar horas produtivas (que podemos até usar para ter mais qualidade de vida) evitando o tempo perdido nos deslocamentos.

Há anos acompanho o movimento em vários países no sentido de que este trabalho remoto seja realizado até por quem trabalha em empresas e “bate cartão”, criando escritórios remotos para os funcionários que não são realmente necessários no ambiente empresarial – e sei, este formato ainda precisa de regulamentação. A pernambucana @cgiane me contou que uma das empresas para a qual trabalhou está testando este sistema há um bom tempo e que tem tido sucesso. Outro dia eu também soube que nós duas fizemos frila para a mesma editora, que tem sede em Curitiba, e como conheço a qualidade do trabalho das revistas, estou certa de que o trabalho remoto em home office não alterou em nada a qualidade da produção da minha colega de profissão.

Pelo contrário, embora seja meio solitário às vezes, evita o estresse do deslocamento – quando isso é possível, porque mesmo nós temos reuniões, entrevistas e coberturas de eventos onde é essencial estar presente – e aumenta a produtividade e permite ao profissional evitar o estresse. Além de, é claro, contribuir para descongestionar  a cidade.

Como a sua empresa e sua cidade têm tratado estas questões?

P.S. A matéria do Globo Repórter é antiga (de 07/09/2006) mas mostra bem como a realidade vem evoluindo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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