Trabalho + escola = evasão escolar? #semtrabalhoinfantil

O relatório da Unicef “Todas as Crianças na Escola em 2015” mostra que o trabalho infantil é um grande problema pra educação.
93% das crianças que trabalham também estudam.
E isso afeta o rendimento das crianças além de causar abandono escolar.
Promenino

Sou voluntária do movimento Todos Pela Educação desde 2009 e aprendi muito acompanhando as notícias ligadas aos avanços (e os percalços) da educação por lá. Entendo que nós, como sociedade, devemos assumir este papel de “fiscais” das condições das escolas e das famílias que precisam ter capacidade de compreensão do valor das horas estudadas para a vida dos jovens.

No ano passado, por ocasião do Dia do Estudante, lembro que na Blogagem Coletiva Estudar Vale A Pena trouxe dados interessantes sobre o tema, focando na evasão escolar no ensino médio.

“Os dados acerca da evasão escolar são tão alarmantes que podem ser comparados a uma bomba-relógio, prestes a explodir porque é um processo que vulnerabiliza o estudante aos poucos e tem seu extremo no ensino médio. Trata-se de um processo, é verdade, começando no baixo desempenho escolar no Ensino Fundamental que se tornará um fardo pesado demais para boa parte dos alunos que chegarão ao ensino médio. Estudos mostram que de cada 100 desses jovens, 25 abandonarão a escola logo no primeiro ano.”

E para quem entende que muitos jovens precisam trabalhar para ajudar a família ou mesmo que pode ser útil para seus estudos, vale rever estes conceitos. Um estudo realizado pela psicóloga Andréa Luz, pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), abordou os malefícios da jornada dupla (escola x trabalho) para os adolescentes paulistanos.

“Durante as entrevistas, os jovens diziam que era muito mais difícil estudar após um dia inteiro de trabalho. O rendimento de muitos deles caiu bastante, de média 8 para média 5 nas matérias. Isso ocorre, principalmente, por causa do cansaço do trabalho. Eles, quando não faltam, chegam às aulas exaustos. Não conseguem prestar atenção nem se concentrar direito, além da dificuldade para se manter acordados, já que madrugaram para dar conta do trabalho e das aulas.”

Se você tivesse o poder de decidir essa questão no país, o que faria? Como diminuir e eliminar essa jornada dupla e a evasão escolar?

Comente lá no papo que fazemos todas as terças e quintas na fanpage do projeto Promenino da Fundação Telefônica ou no Twitter usando a hashtag #semtrabalhoinfantil.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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