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O que um bom chefe deveria exigir do “funcionário”?

Simplesmente que faça bem seu trabalho e que o entregue a tempo.

Onde este trabalho será feito é menos importante, concordam? Que horas é feito vale menos do que estar pronto quando for necessário, no prazo combinado, dentro do padrão de qualidade.

Criatividade para desempenhar o papel social leva ao sucesso profissional

 

Num mundo ideal, flexibilidade de horários e o trabalho à distância devem a norma, não exceção.

Mas muitas empresas, mesmo as que se dizem moderninhas e fora da caixa porque têm uma “sala com videogames e pufes” ainda vivem na cultura do presencialismo, aquela que acredita que “quanto mais horas você passa no escritório, melhor funcionário supõe-se que você seja”.

“Em geral, quando se dá liberdade às pessoas, elas se tornam mais criativas.”

Há também trabalhadores que abusam e fogem da responsabilidade? Claro que sim. Este sistema é positivo se as pessoas são responsáveis. Nem todo mundo se encaixa; há pessoas que necessitam de controles.

Mas até para termos mais pessoas que vivem bem e “rendem” sem ter gente controlando, precisamos criar uma cultura neste sentido.

Photo by Bench Accounting on Unsplash Morar perto do trabalho que traz alívio de horas chatas e tensões. Esta proximidade proporciona aumento de horas com entes queridos e com coisas que trazem felicidade.

A gente pensa é que cultura é só o “complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro”. Mas tem outra definição: os meios de cultura são preparações sólidas, líquidas ou semi-sólidas que contêm todos os nutrientes necessários para o crescimento de microrganismos e que são utilizados com a finalidade de cultivar e manter microrganismos viáveis no laboratório.

Junte os dois conceitos e entenderá o que eu digo sobre “criar uma cultura” de trabalho bem realizado que não seja baseada em “fazer figuração no local indicado, cumprir horários impostos e sacrificar a vida pessoal”.

Vida qualificada: ganhar o mundo ou trabalhar em casa? Eu escolhi os dois!

 

É possível trabalhar melhor para trabalhar menos?

Sim!

E nem vou deixar minhas dicas, pois já fiz muito isso aqui no blog, contando da minha experiência com trabalho remoto desde 2000 e como empreendedora e contratante desde 2008.

 

Trago respostas que descobri que usuários da rede social de perguntas e respostas Quora deixaram para a seguinte pergunta:

“Quais são algumas das formas menos conhecidas de trabalhar melhor para trabalhar menos?”

 1. Saia na hora certa. 

Vá para casa mesmo tendo trabalho pendente. Isso reduz erros, diminui a estafa e clareia a mente para completar o trabalho com qualidade.

“Também se recomenda descansar e dormir o suficiente. O cérebro precisa de suas horas de sono para funcionar de forma adequada, e a falta de sono está relacionada com problemas de saúde, incluindo infartos, diabetes e obesidade, além de contribuir para o estresse. Não dormir as horas necessárias afeta não apenas a sua saúde (que é o importante, claro), mas também seu trabalho: prejudica o rendimento e sua capacidade de inovar. Dormir depois do almoço também tem seus benefícios: melhora os resultados e até a capacidade de aprendizagem.”

2. Renuncie à multitarefa. 

Fazer várias coisas ao mesmo tempo é a melhor forma de não fazer nenhuma: a multitarefa dificulta a concentração e pode até afetar o rendimento intelectual.

“Se caímos no erro de fazer várias coisas ao mesmo tempo, cada tarefa vai ocupar 50% a mais de tempo e terminará com 50% a mais de erros. Para evitar as tentações, é uma boa ideia desligar ou silenciar o celular (sem vibrador), assistir a reuniões sem aparelhos eletrônicos e usar ferramentas tão simples quanto uma lista de tarefas pendentes (em papel), pois o maior inimigo da monotarefa é o e-mail aberto o tempo todo.”

 

3. Use um sistema. 

Um usuário do Quota recomendou o GTD, sigla de Getting Things Done (algo como fazer as coisas), o método de gestão criado por David Allen e que possui cinco passos:

– Compilar: guardamos tudo aquilo com que precisamos trabalhar em caixas ou bandejas, com o objetivo de esvaziá-las pelo menos uma vez por semana.

– Processar: começamos pelo princípio com uma tarefa de cada vez e sem devolvê-la para a caixa. Cada tarefa deve ser realizada imediatamente se demorar menos de dois minutos, ou pode ser adiada ou delegada.

– Organizar em listas as tarefas pendentes.

– Revisar essas listas.

– E fazer. Ou seja, trabalhar nos assuntos pendentes.

 

4. Engula esse sapo: faça primeiro a tarefa da qual você menos gosta

É um conselho muito repetido na rede social, e faz sentido: a primeira hora da manhã é quando a sua energia e sua força de vontade estão no máximo, e por isso você pode se obrigar a fazer o que alegremente adiaria, mas que vai pagar o seu aluguel.

5. Procrastinar pode ser bom.

Procrastinar permite dedicar tempo e energia a tarefas mais importantes e criativas. Como explica John Perry em A Arte da Procrastinação, no tempo em que deixamos de fazer algo podemos concluir outras tarefas das quais gostamos mais e nas quais somos mais aptos.

Procrastinar não significa vagabundear.  Outras formas de procrastinar que podem ser úteis para trabalhar melhor, embora não pareça, são mudar de ambiente para trabalhar, indo a um café ou para casa, por exemplo; fazer uma pausa (inclusive um cochilo); e conversar com os colegas (desde que eles queiram, claro – não convém incomodá-los).

6. Deixe para outro – não seja centralizador. 

É preciso aprender a delegar e, sempre que possível, contratar alguém que possa fazer o trabalho por nós. Como lembram os usuários do Quora, há muitas tarefas que não só outra pessoa pode fazer no seu lugar, como também é muito provável que faça melhor do que você, por ser um especialista.

 

 

Uma ideia genial e que vai ao encontro da conquista por igualdade de direitos entre homens e mulheres: os congressistas suecos chegaram à conclusão de que fixar longas licenças-paternidade para homens contribui para evitar que o empresário caia na tentação de discriminar as mulheres em idade fértil, porque sabe que tanto eles como elas desaparecerão por um tempo quando os bebês nascerem. Neste país também não é bem vista a “hora extra” na empresa. Tempo com a família e a comunidade são igualmente importantes.

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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