Trabalhar em casa é realmente sustentável?

Foto de Leonardo Augusto Matsuda @poperotico http://www.flickr.com/photos/poperotico
Nosso canto de trabalho em foto de Leonardo Augusto Matsuda @poperotico http://www.flickr.com/photos/poperotico

Quem me chamou pro debate foi @andersoncosta, colega jornalista e editor do Movebla (entre outros blogs), uma proposta que fala do mundo do trabalho móvel. Partindo de um estudo, ele chamou alguns conhecidos que trabalham em casa para um debate no post.

“Nós sempre temos a impressão que o home office é uma alternativa extremamente sustentável. Afinal de contas, trabalhando em casa eliminamos o uso de carros, usamos menos papel, ocupação inteligente do espaço, etc. Mas isso é questionável, e agora com embasamento científico.
Estudo recente do Instituto de Engenharia e Tecnologia da Universidade de Newcastle (Inglaterra) constatou que há “efeitos reversos” nessas atividades. Por exemplo, trabalhar em casa aumenta o seu consumo de energia elétrica em até 30%. E também pode levar a pessoa a morar mais perto do trabalho, o que causa concentração urbana e aumenta a poluição. Os dados levaram em conta o cotidiano dos ingleses.
E você, o que acha? É mais sustentável sair de casa para trabalhar ou ficar no aconchego do lar? E o que você faz para contribuir com a sustentabilidade nesse sentido e diminuir as emissões de carbono?”

Eu trabalho em home office desde 2000 por opção, queria ficar mais perto do filho (a na época um bebê) e porque era correspondente de uma revista do Japão. Talvez pelo tempo eu não sinta se aumentou ou não o consumo em casa, já absorvi o custo do trabalho nas despesas domésticas e nem sinto mais como um “peso”. O fato é que eu não teria internet tão potente só para lazer (e eu tinha internet discada lá no começo, bom lembrar) e não teria que deixar um cômodo da casa sempre livre para isso (o terceiro quarto sempre foi o escritório, sem chance de ter outro uso) e o uso do espaço também conta muito na medida do consumo, né?

Por outro lado, posso ter apenas um carro (que atualmente usamos pouco) e isso libera muito da minha “pegada de carbono”. O fato de eu também dar conta de “olhar” meus filhos e não precisar de terceiros se locomovendo para esta função deve contar igualmente… enfim, são muitas as formas de ver, mas no geral, sob todas, a opção do home office, além de sustentável, promove qualidade de vida.

E você, o que acha?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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