Tolerância zero ao álcool no trânsito é coisa de quem #dirigebonito

Lacre

Na véspera deste feriadão, no qual a gente já sabe que muitos viajarão ou, no mínimo, aproveitarão para relaxar com os amigos, vi uma notícia na fanpage do De carona com elas que me chamou atenção:

“A Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou (…) projeto de lei que exige teor zero de álcool a quem for dirigir. A proposta foi aprovada em caráter terminativo e será analisada na Câmara dos Deputados. Pela lei atual, se a quantidade de álcool no sangue for de 0,11 até 0,33 mg por litro de ar expelido, o motorista não responde criminalmente, embora seja multado em R$ 957,70, perca o direito de dirigir por 12 meses e tenha a carteira de habilitação retida. Se a taxa álcool for superior a 0,34 mg/l, ele responde por crime de trânsito e pode ser condenado de seis meses a três anos de prisão.”

Se temos ciência de que o álcool (e as drogas, lícitas como os remédios, e ilícitas, como substâncias entorpecentes) podem afetar quem dirige, o certo é vetar esta “parceria”, concordam? Se beber não dirija e ponto final. Vá de taxi, ligue para alguém lhe buscar ou espere por algumas horas até que esteja em plenas condições. Ah, você curte beber com os amigos? Então promova encontros em casa ou vá a bares que fiquem perto de sua residência, que tal? Você não precisa acabar com sua vida social, mas pode cuidar melhor de si e dos outros, concorda?

Atualmente, na maioria dos casos, os motoristas alcoolizados se negam a fazer o teste do bafômetro ou exame de sangue e, dessa maneira, só recebem a punição administrativa, já que não há provas de que estavam dirigindo bêbados. Se o projeto do senador Ricardo Ferraço  for implantado como lei, a comprovação do estado de embriaguez do motorista poderá ser feita por outros meios, além do uso do bafômetro, como ocorre hoje.

“A caracterização do crime poderá ser obtida por meio de testes de alcoolemia (nível de álcool no sangue), exames clínicos, perícia ou outras formas que permitam certificar, técnica e cientificamente, se o condutor está ou não sóbrio. O uso de prova testemunhal, de imagens e vídeos também será admitido para comprovação de um eventual estado de embriaguez.”

Ao defender o projeto, o senador Ricardo Ferraço considerou que o país vive uma “epidemia” de violência no trânsito. “É preciso refletir se esse não é o momento de evoluir para a tolerância zero contra esse tipo de atitude”, afirmou.

Eu apóio sem pestanejar, e você?

P.S. E se você (como eu) vai viajar no feriado, aproveite os truques para dirigir na estrada que estão aqui.  São sete dicas para você dirigir bonito também quando põe o pé na estrada e vale ler também: cuidados para não cair no sono ao volante.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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