entretenimento / sustentabilidade

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Para ninguém sair do teatro municipal de Paulínia sem entender bem sua palestra, o diretor de campanhas do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, resolveu começar sua participação de forma inusitada, a partir da conclusão. Os aplausos tradicionais no fim passaram para o início e foram dedicados por Marcelo à plateia do Fórum. O gesto já mostrava aonde o ativista gostaria de chegar, o que faz a diferença são as pessoas.

A mobilização precisa de pessoas para acontecer. Marcelo Furtado abordou uma questão simples, mas que às vezes fica esquecida: as instituições e ações têm pessoas por trás para acontecerem.

“Nós somos os agentes da transformação. Nada acontece sem as pessoas, tanto aqui dentro do Fórum como no mundo real, nós é que fazemos a diferença.”

Estamos vivendo um momento de revoluções pelo mundo com a ajuda da tecnologia. Exemplo disso é a Primavera Árabe que teve como grande agregador o uso do Facebook. Mas essas ferramentas não concentram em si próprias o motor mais importante das mudanças.

“Hoje tudo é moderno e veloz, mas ainda precisamos a velha receita para mudar: gente, paixão, ideias e visão. Todo ser humano tem suas responsabilidades e, se queremos fazer a diferença, precisamos sair da zona de conforto.”

Temos questões que precisam da força da mobilização para que sejam impedidas ou modificadas. Novamente lembradas de forma de negativa durante o Fórum, as mudanças no código florestal para Furtado representam um atraso diante do qual não devemos ficar parados.

“Somos capazes de ser um país rico, produtivo e sustentável, mas precisamos de uma legislação adequada. É muito importante a gente se engajar, entender o papel do indivíduo. Quando falamos de sustentabilidade das florestas precisamos lembrar das pessoas que vivem lá e sofrem ameaças porque querem retirá-las para transformar as terras em pasto. Esse tipo de violência tem que acabar.”

A ocupação de Wall Street foi um exemplo da nova forma de organização de protestos. Geralmente criticada por não ter uma proposta formal, foi bem elogiada por Marcelo.

“Eu estive lá e vi de perto a organização de debates, a criação de uma biblioteca voluntária e a organização do trabalho da limpeza. Ninguém ocuparia aquela praça no frio sem um sonho. Eles foram para lá simplesmente porque não querem mais um mundo tão desigual.”

O recado que foi passado está bem encaixado na proposta do evento. Starts With You (começa com você). As mudanças começam com a gente.

“O importante é transformar a indignação em ação e pensar ‘o que eu posso fazer para mudar?”

P.S. Bibiana Maia (@bibianamaia) está fazendo a cobertura colaborativa do Fórum Global de Sustentabilidade SWU na equipe do @avidaquer e é autor deste post). Venha com a gente. Vamos pensar juntos em um mundo de possibilidades!
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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