Toca-livros para quem está no Rio – ou boas dicas de livros para quem está longe

Eu tenho um fraco por biografias e mais ainda pelas ligadas à música e cultura brasileira no século XX. Adoro de paixão  Chega de Saudade: a História e as Histórias da Bossa Nova e Carmen – uma biografia de Ruy Castro (de quem li várias biografias semelhantes) e li com prazer também os mais atuais, como As aventuras da Blitz, de Rodrigo Rodrigues.

Agora imaginem estar com os caras, ouvindo suas visões sobre as obras e, mais, podendo “conversar” com eles de fã para fã? É o que os encontros promovidos pela Caixa Cultural do Rio de Janeiro e o Oi Futuro promovem com o projeto Toca – livros, aproximar público e escritores dedicados a observar e contar a história da música brasileira através dos livros. Realizado desde 2009, o projeto apresenta a vida e a obra de doze artistas, a partir do relato ao vivo de autores e da participação do público.

“É uma série de encontros sonoros na biblioteca da música brasileira”, define o idealizador do projeto, o radialista e produtor Edison Viana Teixeira, para quem o formato mistura entrevista coletiva e programa de rádio. Em outubro, os encontros reuniram : Nelson Motta, autor da biografia de Tim Maia; Os jornalistas Hérica Marmo e Luiz André Alzer, autores de Titãs – A Vida até Parece Uma Festa; Rodrigo Rodrigues, apresentador da TV Cultura, para contar As aventuras da Blitz; e encerrou a programação com o jornalista Jamari França, autor de Os Paralamas do Sucesso: Vamo batê lata.

No dia 30/11 foi a vez de Gonzaguinha e Gonzagão: uma história brasileira, de Regina Echeverria, livro sensível que tenta responder à pergunta: Onde termina o pai e onde começa o filho? A biografia de dois grandes nomes da música brasileira mostra como foi a convivência de Gonzagão com o filho durante o seu crescimento. Lendo livro, os leitores e fãs poderão explorar a genialidade e os momentos íntimos dos dois mestres. E em 1/12 bate-papo com Ricardo Alexandre, finalista do Prêmio Jabuti este ano por Nem vem que não tem, biografia de Wilson Simonal, que se dedica a decifrar um enigma, talvez o maior de toda a história da música popular brasileira: como e por que o Brasil virou as costas para o cantor que era a voz e a cara do Brasil?

Dia 14/12 é a vez da pesquisadora musical Edinha Diniz falar de Chiquinha Gonzaga: uma história de vida, escrita com ponto de vista mais educativo do que a versão televisionada pela Rede Globo, com roteiro de Lauro César Muniz e Marcílio Moraes, mas tão rica quanto – uma vez que a vida da maestrina, sempre que colocada no contexto de sua época, é fantástica.

No dia 15/12, com a participação de José Louzeiro, autor de Elza Soares: Cantando para não enlouquecer. casada aos 12 anos, mãe aos 13, viúva aos 21 -, que impôs seu talento vocal às condições adversas em que nasceu e viveu, transformando-se na maior sambista do Brasil.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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