cultura web / relacionamentos

Hoje o Twitter faz seis anos e ele não deixa de crescer e de criar oportunidades no cotidiano dos usuários de internet. Dentre todos os textos e comemorações, vale ver (no infográfico do pessoal da YouPIX) quão gradiosos são os números desta rede social.

Twitter - dados, fatos e curiosidades

Nesta “enormidade” de números (mais de 1,5 milhão de aplicações usam a API do Twitter, ou seja, criaram serviços que funcionam vinculados à rede social!), lembrei de um post que a consultora de etiqueta na web Ligia Marques escreveu para postarmos aqui e que surgiu por conta da nossa reflexão coletiva (por Twitter, claro, que é como nos conhecemos e costumamos nos falar, apesar de morarmos na mesma cidade e já termos “desvirtualizado” o contato há tempos). O tema é o engajamento, as mágoas por terem deixado de nos seguir e os pedidos de “follow back”.

Nossa conversa teve muitos caminhos, mas o principal é a ideia de que seguimos de volta porque há reciprocidade de interesses (gostamos dos mesmos assuntos, natural nos seguirmos mutuamente) e não de que “sou seu amigo, gosto de você” o que faria com que não seguir de volta fosse algo pessoal, que demonstre falta de consideração ou afeto.

Confesso que algumas coisas me fazem deixar de seguir alguém: excesso de RTs, linguagem chula demais (sou “tia chata”, entendam),  preconceito ou deselegância escancarados. E o que me faz não seguir? Muitas vezes é a falta de contato. A pessoa começa a me seguir no meu perfil pessoal (@samegui) mas a gente não interage, eu fico sem saber o que podemos ter em comum (e, confesso, não consigo sempre ver quem me segue para poder avaliar a bio e etc). Fico muito feliz quando a pessoa “conversa” comigo e eu descubro alguma afinidade que me faça seguir seu perfil. E também sigo blogs e marcas no perfil dos blogs (@avidaquer @cozinhaconversa @pqleitores) e assuntos maternos no meu alterego (@maecomfilhos) – além de confessar que alguns amigos são muito mais próximos no Facebook ou no Gtalk do que no Twitter, não é mesmo?

Não deixe de contar, qual é a sua política no Twitter? Você segue de volta todo mundo? Acompanha listas para não seguir quem é formador de opinião, mas não é seu amigo? Segue todo mundo que conhece pessoalmente ou prioriza seguir as celebridades que nunca serão tão próximas?

E o que diz a especialista em etiqueta? 

Posto abaixo o texto no qual ela fala de Follow Back e Engajamento:

Entender a dinâmica das diversas redes sociais nas quais estamos presentes é fundamental. Cada uma tem suas particularidades e uma linguagem específica. Ignorar a existência delas é contentar-se com uma presença digital praticamente invisível.
Quando esta dinâmica é mal compreendida vemos as pessoas se utilizarem de mecanismos de caça a seguidores que não resultam num real engajamento e mais do que isso, colocam-nas numa posição de mendicância bastante questionável e totalmente inócua em termos de resultados.
Entre as formas mais comuns de busca a seguidores é  frequente a existência de perfis que deixam claro que suas escolhas são regidas pela simples troca de favores do tipo “é nosso princípio só seguirmos quem nos segue”.
No livro Etiqueta3. 0 (Editora Generale) há um capítulo em que mostramos formas de se conquistar e também de se perder amigos ou seguidores em nossas redes. Implorar por eles, fazer dessas amizades virtuais verdadeiras moedas de troca são algumas delas.
Deixamos claro que a única forma de se conquistar seguidores e mantê-los fiéis é postarmos um conteúdo relevante, interessante e honesto dentro daquilo que nos propusemos a fazer.
Subterfúgios como o “siga que eu te sigo” não causam engajamento. Isso é fato.
Ofender-se por não ser seguido ou por terem deixado de te seguir a partir de determinado momento é uma grande bobagem. Devemos escolher e seguir os perfis que nos dizem algo importante para aquele momento que vivemos. A vida é dinâmica, a rede social também. Algo que lhe interessa hoje pode deixar de lhe interessar amanhã fazendo com que você simplesmente pare de seguir determinado perfil e isso não deve ser visto como motivo para mágoas.
Deixar de seguir um perfil apenas porque ele fez o mesmo com você, como uma atitude de vingança ou troca de favores é não entender como funcionam as redes sociais.
Siga os perfis que lhe trazem conhecimento, diversão e coisas positivas. Se você não conseguir ser seguido de volta é sinal que seu conteúdo não faz parte dos interesses daquela pessoa (e isso é normal!) ou de que pode ser hora de repensá-lo e ver no que pode melhorar para que sua rede cresça de forma óbvia e natural.
Ligia Marques é Consultora em Etiqueta , MKT Pessoal e Mídias Sociais. É também autora do Etiqueta 3.0. Siga-a no Twitter (@ligiamarqs) e no site pessoal.

Você pode gostar também de ler:
Contei aqui que neste ano recebi de Bia Granja a honrosa missão de levar atividades
Há algumas semanas, me preparando para o youPIX, vi um infográfico e o vídeo que
Semana que vem tem youPIX Festival nos dias 03 a 05 de julho na Bienal,
Pra pensar nesta segunda-feira: num papo que começou com a imagem acima, enviada por Bia
Num debate no 1º dia da Social Media Week em Nova York, David Eastman, CEO
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas