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Ontem minha casa se encheu de alegria com a presença de uma família amiga que veio preparar o jantar conosco. Do balcão da cozinha, eu ouvia as risadas e a interação dos nossos filhos, juntos e misturados, jogando videogame, tocando violão e brincando com minha pequena. Em certo ponto não sabia mais quem era irmão de quem, qual o mais velho ou mais novo, pois a convivência fluía naturalmente e as afinidades envolviam a todos, até aos pais.

Isso é a vida cheia de amor e sem o peso de “títulos, cargos, papéis obrigatórios e laços pré-determinados”.

E nesta manhã, essa imagem me fez pensar imediatamente nos laços que se formam naturalmente, sem que a gente precise estimular, incentivar, “forçar” ou dar um empurrãozinho.

E, como o termo em inglês pode ser usado para falar de limites, me trouxe uma segunda reflexão, sobre os limites que ultrapassamos quando forçamos que os relacionamentos caminhem como previmos ou como achamos que deveriam ser, ao invés de confiar na natureza como condutora natural que aproxima ou distância o que tem sentido para a vida.

E nos laços que perdemos pelo caminho porque ultrapassamos o limite do cuidado natural (“quando a gente ama, é claro que a gente cuida” e “love is stronger than pride”, já diziam duas músicas populares) e exageramos na opressão do cuidado ou abandonamos nossos pretensos amores ao Deus dará, esquecendo que como uma planta, um ser vivo, o relacionamento precisa de uma dose constante e adequada de cuidados.

Quando estamos com pessoas que amamos, a energia é real, não é planejada, calculada ou definida por obrigações. Cozinhamos por amor e com generosidade, aproveitamos o papo no sofá porque é prazeiroso, damos colo às crianças e abraços nos grandes porque deu vontade, não esperamos a mãe cuidar da criança que precisa porque somos compelidos a fazê-lo naturalmente.

Esses laços são os que geram os #abraçosquecuram e os #encontrosquetransformam e é porque creio neles que defendo #maisamorSEMfavor e sem obrigação.

Viva as #pequenasalegrias e #contesuasbênçãos com #menospresentemaispresença.

E se você está vivendo um distanciamento que não gostaria, tente reviver a alegria natural de estar com o outro e cuidar de quem ama. Se não for natural, espontânea e impossível de conter, semelhante ao fluxo de vida que leva o ar aos pulmões e o sangue ao seu coração, talvez seja o momento de repensar.

O amor é vida vivida com plenitude e sem obrigação. É generoso porque não há outra possibilidade, tampouco outro jeito de ser.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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