The Next Normal: Um olhar sem precedentes sobre a geração Millennials

Recebi os resultados de um estudo interessante. “The Next Normal: Um olhar sem precedentes sobre a geração Millennials” ouviu cerca de 15 mil jovens, entre 9 e 30 anos, em 24 países, para entender quem é e o que quer essa geração, que hoje representa 1/3 da população mundial. O estudo é da Viacom, distribuidora dos canais Nickelodeon, Vh1 e Comedy Central.

De que geração eu sou? Baby Boomer, Geração X, Millenials… 

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Entre os resultados, algo que merece comemoração: a importância que essa geração dá a família. É isso mesmo: para eles, família é quem os inspira, em quem podem confiar e seus membros são seus melhores amigos. No caso dos jovens brasileiros, a família exerce um papel fundamental porque eles sentem que o governo e as autoridades não transmitem confiança. Por conta disso, 42% dos jovens brasileiros consideram as mães suas melhores amigas, enquanto a média global, para esse quesito, ficou em 22%. Amigos da escola ou faculdade ficaram em segundo lugar.

“Interessante notar que ainda que a estrutura familiar tenha sofrido alterações – filhos de casamentos diferentes convivendo juntos ou as famílias sendo lideradas somente pelos pais ou pelas mães – o conceito não mudou e para os Millennials o que importa é a essência da família, o que também demonstra que essa é uma geração tolerante e de natureza aberta e flexível.
Essa aproximação da família, por meio da forte confiança e inspiração em seus membros, pode indicar um movimento de diminuição do círculo de amigos na vida real. Assim, é possível concluir que os Millennials buscam, cada vez mais, redes de confiança.”

A tecnologia é aliada?

Os Millennials são, verdadeiramente, a primeira geração global, ou seja, que tem acesso imediato a tudo o que acontece no mundo por meio de veículos de comunicação. Se por um lado o círculo de amigos está diminuindo, de outro os contatos e as oportunidades aumentaram. Comparando-se com uma pesquisa anterior da Viacom, a Circuits of Cool, de 2007, detectou-se um aumento da quantidade de amigos exclusivamente online (ou seja, que nunca se conheceram pessoalmente).

As amizades online começam muito cedo. A média mundial para ter a primeira conta social é de 11 anos, considerando-se uma amostra de crianças entre 9 e 14 anos. E se no mundo 60% das crianças entre 9 e 14 têm uma conta em rede social, no Brasil esse número sobe para 86%.

E mais: a tecnologia está diretamente relacionada à felicidade. Os heavy users de redes sociais são mais felizes que a média e as pessoas mais felizes dão mais importância para as redes sociais, o que evidencia um contágio digital de felicidade.

Mas vale ressaltar: a tecnologia não define esta geração. Ela permite. Se questionado, um Millennial responderia: “a tecnologia não me faz quem eu sou. Ela permite que eu seja quem eu sou”. Em outras, palavras, a tecnologia sustenta os relacionamentos e desempenha um papel importante em manter a alegria e a ampliar os horizontes, permitindo que os jovens de diferentes países e culturas se relacionem.

Graças aos recursos tecnológicos, os Millennials são verdadeiramente glocais, ou seja, absorvem as tendências globais e agem localmente: 84% dos entrevistados declararam que seu grupo de idade tem o potencial de mudar o mundo para melhor, e 73% afirmaram que ter acesso à Internet muda seu modo de pensar o mundo. Os Millennals têm a mente aberta e próspera para mudanças.

O estudo demonstra também que estar aberto para outras culturas é importante para esta geração. Ter orgulho de seu país e manter as tradições não significa, para um Millennial, que ele deve fechar-se para o mundo. Isso é mente aberta, a busca pelo novo, a curiosidade sobre o mundo, características marcantes desta geração.

As quatro grandes tendências para as marcas que desejam engajar os jovens Millennials em 2013 são:

1. Ganhando e não reclamando – expressão do consumidor: marca como uma aliada
2. Buscando sentido – expressão do consumidor: admiração pela marca
3. Redes de confiança – expressão do consumidor: marca como parte da família
4. Fonte aberta – expressão do consumidor: busca pelo novo

Segundo o estudo, se as marcas desejam conversar com os Millennials devem:

– Considerar o valor da família;
– Encontrar um balanço entre Global & Local;
– Ser autêntico e verdadeiro;
– Dar suporte e encorajar diversidades, criatividades e auto expressões;
– Não “super” enfatizar a tecnologia.

E podem explorar os seguintes potenciais:
– Inspirar e dar suporte
– Entregar experiências autênticas
– Construir conexões e relações próximas
– Promover experiência glocal inspiracional

😉

P.S. Sobre o estudo: os leitores sabem que sou muito crítica com universo de pesquisas. Este tem uma abrangência razoável: a pesquisa global quantitativa foi realizada em junho e julho de 2012, com uma amostra de mais de 11.300 respondentes. A amostra de cerca de 450 entrevistados em cada país (sendo 900 no Reino Unido) abrangeu três grupos etários, cada um, com cerca de 150 entrevistas: de 9 a 14 anos (última onda dos Millennials), de 15 a 24 anos, de 25 a 30 anos (primeira onda dos Millennials). A pesquisa primária realizada para o “The Next Normal” foi reforçada pela análise adicional com base em 3.400 Millennials e 665 pais de Millennials nos Estados Unidos.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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