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Há alguns dias li um artigo em inglês que me impressionou e me fez pensar MUITO!

Guardei-o e resolvi traduzir, à minha moda, para trazer mais pessoas para esse debate.

A premissa é a de que “a era das propriedades está acabando”.

Leia para entender:

No século XX nós nos acostumamos a uma certa maneira de pensar: se você precisasse de alguma coisa, você comprava. Carros, casas, etc. A fabricação e a logística eficientes possibilitaram a criação de um exagero global sem precedentes. A propriedade tornou-se rapidamente sinômino de “ser alguém”, uma maneira de definir quem você é.

Tudo isso ainda é verdadeiro: comprar e possuir coisas é uma grande parte de nossas vidas. No entanto, já vivemos diferenças, por exemplo, a maioria de nós parou de comprar CDs e DVDs. Os (novos) jovens não estão mais comprando carros. Os livros estão vendendo menos cópias. Muitas coisas que costumávamos comprar e manter em casa já não têm significado.

Lembram de colecionar CDs? Há quanto tempo eles ficaram lá esquecidos e suas músicas foram para a nuvem?

Vamos dar uma olhada no que está acontecendo com a música, por exemplo. Os artistas ainda lançam álbuns, mas poucas pessoas realmente compram o álbum físico. Em vez disso, eles podem comprar as músicas digitalmente no iTunes, e uma quantidade crescente de pessoas vai ouvir a faixa sob demanda. A música é acessada, não lhe pertence. O mesmo vale para o seu filme favorito. Dez anos atrás você teria comprado um DVD para assistir uma e outra vez. Agora você tem em stand-by na Netflix.

E este é apenas o começo.

As coisas ficam realmente interessantes quando começamos a falar sobre carros em vez de música. Como seria acessar um carro on-demand? Você pode dizer que já temos táxis. Mas um táxi não é tão conveniente quanto Netflix é. O que seria como ter realmente a conveniência de seu próprio carro sem possuí-lo?

Tem gente pensando nisso e, surpresa, usando serviços assim!

Quantas pessoas você conhece que andam sempre de bicicleta e não têm uma?


Mobility-as-a-Service (MaaS) é um modelo de tráfego sem propriedade. Você paga uma taxa mensal, como com Spotify, informa o app para onde você está indo e tem acesso instantâneo a táxis, Ubers, ônibus, e assim por diante. Tudo está disponível sob demanda, sem que você precise ser dono do carro que eventualmente vai usar.


Tudo isso faz parte de uma tendência de transformar coisas em serviços. A estrutura começou como uma idéia simples no desenvolvimento de software, quando as empresas começaram a pagar pelo acesso em vez de comprar licenças permanentes para programas de escritório. Agora o mesmo modelo está se movendo para o mundo material. Netflix, Spotify, AirBnb e Uber são todas as empresas “as a service” (em inglês, literalmente, “como um serviço”).

Imagine um mundo no qual você pertença a todos os lugares!


Esse novo modelo torna-se cada dia mais viável graças a nós. 

Você já ouviu falar da “Internet das Coisas”? Bom, digamos que agora, com o desaparecimento de produtos e o aumento de novos modelos de serviço, estamos vivendo uma “Internet Sem Coisas”.

O que é tão revolucionário sobre o “as a service”? 

Precisamos nos perguntar:

– Por que é bom não possuir coisas? 


Há duas razões principais e estas são relacionadas: primeiro, a propriedade nos torna preguiçosos. Em segundo lugar, o planeta não pode sobreviver com a gente possuindo tanta coisa.

Quantas vezes compramos coisas que facilmente deixaríamos de lado e esqueceríamos que existem, ou, quem sabe, usaríamos apenas porque são nossas?  

On-demand (que eu traduzo como “segundo a necessidade”) trata-se de usar as coisas quando realmente precisamos delas. Isso leva a uma utilização mais eficaz dos recursos. 
Por exemplo, o AirBnb faz com que mais pessoas usem o mesmo apartamento e Uber faz com que mais pessoas usem o mesmo carro.

É preciso uma grande quantidade de recursos naturais para fabricar um carro, casa ou smartphone em primeiro lugar. E acontece que estamos ficando sem esses recursos. É por isso que as plataformas digitais “as a service” são uma grande promessa. No futuro, este modelo poderá revolucionar algumas áreas de nossas vidas que são completamente insustentáveis agora, como habitação, mobilidade e comunicações.

Agora me conte: na sua vida já tem algumas “coisas” que viraram só “serviços”?

Se tem, então bem vindo, companheiro, essa revolução é sua também! 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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