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Li uma notícia hoje que me lembrou a série The Americans.

Sempre pensamos em agentes secretos no estilo James Bond, um solitário com relações vazias. Mas na real a Scotland Yard manipulava os sentimentos das pessoas e os espiões não se incomodavam nem com os filhos que abandonavam pelo caminho quando  as missões acabavam ou eram abortadas.

Várias mulheres processaram o governo porque descobriram que agentes secretos britânicos namoraram, casaram e até tiveram filhos com participantes de grupos nos quais eles estavam se infilitrando.

Aqui na América há um caso famoso também. Cuba mandou uns anos atrás espiões para Miami. Um deles se casou com uma mulher da Florida e depois sumiu. Ela, quando soube a história verdadeira, processou o governo cubano.

Se esse estilo de historia te agrada, recomendo The Americans.


A série tem como cenário a Guerra Fria na década de 1980, e conta a história de Elizabeth (Keri Russell) e Philip Jennings (Matthew Rhys), dois agentes soviéticos da KGB que desde bem jovens se fazem passar por um casal americano que vive nos subúrbios de Washington D.C. Tanto os seus filhos (Holly Taylor e Keidrich Sellati) como o vizinho Stan Beeman (Noah Emmerich), que trabalha na secção de contraespionagem do FBI, desconhecem a sua verdadeira identidade.

Em 2015, o crítico Daniel Feix reuniu alguns motivos interessantes para rever esse período:


 

 

 

 

 

 

“Em The Americans, muita coisa acontece em pouco tempo. A primeira temporada começou em 1981, logo após a eleição do presidente conservador Ronald Reagan. A terceira termina em 8 de março de 1983, data do célebre discurso em que Reagan chama a então União Soviética de “Império do Mal”, reforçando sua política anticomunista de reaquecimento da Guerra Fria.”

 

Mas a série, embora cheia de suspense e com bons momentos de ação, me conquistou pelo lado humano. Como em Dexter e The Blacklist, a gente começa a torcer para que os criminosos (o casal é de uma frieza nas ações que dá vontade de vomitar) e contorne seu lado humano surge, nos encantamos com suas mazelas demasiado humanas.

Tem também outro detalhe: em determinado ponto eles se apaixonam. Não só os agentes da KGB, casados há 15 anos mas vivendo uma relação de colegas de trabalho descobrem sentimentos reais um pelo outro, mas os atores Kerri e Matthew se apaixonaram na vida real. É essa química entre eles faz cada capítulo valer a pena.

A história é livremente inspirada numa história real, o que também nos faz pensar o tempo todo: como terá sido?


E essas três coisas – romance, suspense e fatos reais – compõem uma receita ótima, concordam?

😉

Ah, tem no Netflix!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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