Tesouros Inéditos do Peru Antigo


Desde o dia 19/09 a Galeria de Arte do Sesi apresenta um conjunto de 84 peças paracas, do Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e História do Peru. Como os meninos (os três) são fãs de arqueologia e história, vamos visitar, se possível hoje.

(Queria ter emendado no programa que fiz na sexta com minha mãe – a visita ao Tesouros da Terra Santa que está no subsologo do Masp e merece um post exclusivo – mas não deu tempo.)

A exposição “Paracas – Tesouros Inéditos do Peru Antigo” traz peças que nunca foram expostas em seu país e só saíram de lá para serem restauradas e expostas na França. Fico tão contente quando vejo oportunidades assim aqui no Brasil, para que a população tenha acesso a obras raras, especialmente em casos como este, que não cobra ingresso. Para que nosso povo aproveite, é preciso que quem está na mídia (como nós blogueiros estamos) divulguemos com destaque as oportunidades. 

Não sabia que se falava “museografia” para definir o planejamento da arquitetura da exposição, adotando as técnicas necessárias à apresentação e à boa conservação das obras.
Quem faz este papel nos tesouros dos Paracas é o arquiteto Haron Cohen que apresenta peças de dimensões extraordinárias: mais de 2 mil anos de idade e que medem cerca de 3,15 x 1,60 cm. Segundo li,

“a exposição é desenvolvida a partir da reconstituição de um fardo (pacote funerário típico dos paracas), descoberto pela equipe do arqueólogo Julio Tello no ano de 1927. Na mostra, este será exposto s em a presença da múmia, mas apresentando objetos pessoais do indivíduo, como tecidos, roupas, turbantes, pinças e armas.

A civilização de Paracas surgiu na costa sul do território peruano 800 a.C., sendo conhecida por suas práticas funerárias. Como herança histórica e cultural, deixou grandes templos em forma de pirâmide, como o de Animas Altas, Huaca Soto, Huaca Alvorado e Huaca Santa Rosa. Do ponto de vista artístico, o legado mais destacado dessa civilização são os tecidos. Em sua grande maioria policromados e bordados, fazem alusão aos deuses, sacerdotes, danças e rituais.”

Curiosidade: a apresentação das obras é disposta no chão da galeria porque os tecidos não podem ser repuxados de forma alguma e por isso não podem ficar na posição vertical. Para isso, construíram estruturas especiais de madeira e vidro, reconstituindo um fardo funerário e mostrando em detalhes o ritual funerário dos paracas.

Os paracas estão entre os mais sofisticados tecelões do período pré-colombiano tanto na confecção de mantos mortuários quanto de vestimentas, produzidas em base de algodão e bordados com lãs (de lhama e vicunha) e agora apresentadas de forma a revelar a trajetória de um povo.

Serviço:

  • Exposição “Paracas – Tesouros Inéditos do Peru Antigo
  • De 19 de setembro a 2 de novembro, de terça-feira a sábado, das 10h às 20h; às segundas-feiras, das 11h às 20h; domingos, das 10h às 19h
  • Galeria de Arte do Sesi: Av. Paulista, 1.313 (perto da estação de metrô Trianon Masp, veja o mapa aqui), tel.: (11) 3146-7405 
  • Grátis

P.S. Gostaria de ter a companhia dos meus cunhados, Madianita e Tarquino, arquitetos e conhecedores da cultura peruana, que certamente adorariam esta exposição. Pena que eles moram em Curitiba!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.